Capítulo 5 – Fracassada

Vendemos a mobília da casa toda e ficamos só com uma mochila de roupas cada um. Com o dinheiro compramos as passagens para o interior de São Paulo. As crianças ficaram com os avós e embarcamos em Porto Alegre. O vôo teve uma segunda etapa em um avião esquisito, daqueles de hélices do lado de fora da asa e apesar de assustador foi tudo bem.

Chegamos em uma cidade enorme. Quente, muito quente mesmo. E nem era verão. Conhecemos a família do baterista que parecia ter muita grana. O que levou ele a ir morar com a gente no sul e passar fome? Nunca vou saber. Os pais dele tinham acabado de se separar e o pai estava se mudando para uma das casas da família. A mãe ficou com o apartamento e parecia planejar ficar com o Bardo também.

O irmão dele vivia em uma invasão, acredite. Era um projeto de um pessoal de São Paulo para artistas falidos e picaretas políticos que invadia casas de famílias ricas com o aval de algum dos filhos, uma maracutaia da qual preferimos ficar longe.

Saímos pela cidade em busca de trabalho. Conseguimos alguns bares e tocamos nos dias seguintes. Mas isso estava longe do que queríamos. Barzinho se faz em qualquer lugar. Nós queríamos evidência e aproveitar as notícias sobre a banda para tocar em palcos maiores, com melhores cachês e alguma notoriedade.

Bardo estava para cima e para baixo com a mãe recém solteira e ficou fascinado com a estrutura da cidade para moradores de rua. Eles tinham café da manhã, almoço, janta e um lugar para dormir. Tinham até acompanhamento psicológico. Parecia que pagava bem ser ninguém nesse lugar.

Nos levaram para conhecer um produtor. Ele tinha produzido shows de Milton Nascimento e talvez pudesse nos dar algum norte. O papo do cara era muito esquisito. Parecia o Mestre dos Magos falando em meias palavras e sendo esquivo. Ou esse cara sabia demais ou não sabia nada e eu não ia sair de lá sem descobrir. Fui levando a conversa até que finalmente entendi o que ele queria, ou pensei que entendi. Coloquei a mão na coxa dele, alisei, olhei bem nos olhos dele e perguntei:

– Quem eu preciso chupar? Porque eu chupo, se precisar.

Ele ficou injuriado. Desconversou. Eu não sabia que era só a primeira vez que eu ia ter essa conversa e levou muitas delas para eu entender que esses promotores, empresários, produtores e a laia são viciados na relação de poder. Eles não queriam que eu chupasse porque eu sei o que estou fazendo, eles querem o poder de foder uma alma inocente, como o empresário fez com meu cuzinho. Saí de lá sem nada.

A não ser que o Bardo quisesse herdar metade do dinheiro da família, não havia mais nada a fazer por lá, a cidade não oferecia muito. Finalmente a mãe do baterista disse que tinham um apartamento de um quarto desocupando no centro de São Paulo. Agora sim, algo que preste. O inquilino estava indo embora na semana seguinte e voltamos para a colônia para buscar nosso guitarrista e nos preparar para, finalmente, estar no lugar certo.

Na volta, mais um passeio no avião esquisito para chegar em um aeroporto lotado de pessoas estressadas: chovia no sul e todos os vôos foram adiados. Nos deram um voucher para comer que dava para comprar duas barras de chocolate. E foi com isso que passamos dezesseis horas esperando. Encontramos a baterista de uma banda de reggae. Bardo abriu a caixa do violão e a moça, munida de um chocalho, nos acompanhou em um espetáculo na sala de embarque. As pessoas gostaram, aliviou o stress. O engraçado era parar a música quando dava uma chamada e voltar ela do ponto que parou. Chegamos no sul acabados e famintos.

Acabou que liberar o apartamento demorou mais do que o esperado e nosso dinheiro foi indo embora. Estar na casa dos nossos pais era custoso. Eles não estavam interessados em apoiar nossa arte e nos humilhavam nos mandando arrumar um emprego. Cobravam as refeições e não nos davam paz. Eles não precisavam fazer isso, não era uma questão de dinheiro, era uma questão de nos desempoderar dos nossos sonhos.

Finalmente o apartamento vagou. O guitarrista e o baterista foram para lá e só faltava o Bardo e eu e não tínhamos dinheiro para as passagens. Tocar em bar não ia dar certo com os custos que tínhamos, íamos ficar presos ali. Eu precisava de um caixa rápido.

Bardo e eu começamos a curtir e fantasiar uma ideia mas eu não queria ir para uma zona e não fazia ideia de como fazer isso acontecer. Foi quando um conhecido me chamou no Facebook e comecei a trocar ideia. Propus a ele que me pagasse para transar e ele topou. Eu estava insegura. Sabia que ia me divertir e que ia fazer uma grana mas tinha alguma coisa me travando ainda. Então eu propus a ele que o Bardo estivesse junto, que fosse um ménage.

Ele topou. No dia seguinte nos encontramos, os três, em um motel. Antes de mais nada, pedi o dinheiro, que veio em um belo bolo de notas de 100. Dinheiro na mão, calcinha no chão, não é o ditado? Ajoelhei na frente dos dois e comecei a chupar. Minha cabeça girava, estava a mil. Uma parte de mim queria se sentir humilhada por estar fazendo aquilo mas, vendo aqueles dois paus na minha frente eu me sentia muito satisfeita.

Quem sabe encontrei minha vocação?

Me entreguei como uma boa puta. Mamava o pau dele com vontade mesmo, descia molhando e subia secando. Lambi as bolas dele e fazia ele gemer enquanto punhetava o Bardo ao lado. Dava pra ver que ele estava gostando de me ver ali e isso me animava ainda mais. O cara me colocou de quatro na cama, colocou uma camisinha e meteu. Entrou quente e gostoso e eu só me imaginando fazendo isso pelo resto da vida.

Bardo sentou na minha frente e eu fiquei mamando ele enquanto levava na bunda. Estava tão gostoso! Ele meteu sem dó e sem se preocupar muito se eu estava gostando ou gozando, até que gozou bem gostoso.

Deitamos os três na cama, tomamos uma cerveja e ficamos de papo por um tempo.

Então ele pediu para que eu deitasse de ladinho, de costas para ele e beijasse o Bardo. Nos abraçamos e começamos a nos beijar com vontade e ele veio por trás de mim e meteu o pau na minha buceta de novo. Ficamos ali os três em um corpo só por muito tempo. Ele comendo minha bunda bem gostoso e devagar e eu masturbando o Bardo e beijando, nos olhando no olho.

Aquilo foi sensacional, uma delícia. O pau dele era gostoso, encaixou certinho e era bem quente. Sentia a barriga dele batendo na minha bunda e gemia baixinho. Bardo me olhava com um olhar safado. Ele percebeu que eu estava gostando e abria minha bunda para o outro meter bem gostoso até gozar de novo.

O cliente satisfeito levantou-se e foi embora, deixando Bardo e eu pra curtir um pouco mais sozinhos. Montei em cima dele e ficamos rindo e comentando enquanto eu cavalgava. Gozamos juntos e fomos embora – com dinheiro no bolso.

Agora estava pronta pra me aventurar sozinha uma vez. Fiquei de papo com alguns caras conhecidos no Facebook pra ver quem seria o próximo. Foi a pessoa que eu menos esperava que topou, mas com uma condição: que o Bardo fosse junto. Melhor para mim. Por mais que eu imaginasse que deveria ir sozinha, ir com ele me deixava mais tranquila e segura. Como a primeira vez foi incrível, logo marcamos o motel e nos encontramos lá.

Ele era um cara baixinho, gordinho e com o pinto pequeno, mas era bonitinho e muito carinhoso. Ele deitou na cama e me chamou. Bardo sentou na beirada da cama enquanto eu lambia o pau do cliente bem devagar, com muito carinho. Senti que ele não ia aguentar, as bolas dele começaram a pulsar na minha mão e percebi que já vinha leitinho. Dei uma mamada mais forte. Ele deu um gemido alto e puxou meus cabelos para trás, me fazendo parar.

E foi aí que a coisa ficou louca. Ele puxou o Bardo pelo braço para cima da cama, abriu a calça dele e começou a mamar. Eu olhava para o Bardo me segurando pra não rir e Bardo me olhava surpreso. Ele ficou de quatro na cama e pediu que eu enfiasse o dedo no cuzinho dele. Fazemos ao gosto do cliente!

Ele mamava o Bardo como se fosse a última mamada da vida dele. Lambia as bolas, gemia e tremia todo. Molhei o dedo com saliva e enterrei no cu dele. Ele gritou. Não sabia se tinha machucado e fiquei apreensiva, mas ele começou a rebolar com meu dedo atolado lá dentro. Comi o cu dele com o dedinho enquanto ele se esbaldou de língua nas bolas do Bardo. Estava só esperando ele pedir. E ele pediu.

Deitamos os três na cama. Ele no meio. Me colocou de costas pra ele, Bardo atrás dele. Ele colocou o pau na minha buceta. Não senti muita coisa. Mas senti ele tremer inteirinho quando o Bardo atolou o pau no cu dele. Ele me beijava no pescoço, me acariciava os seios com vontade. Senti ele começar a suar. Gemia e rebolava – mais pra trás do que pra frente – e ficava repetindo como estava gostoso.

Bardo segurou ele pela cintura e começou a socar. Foi aí que eu fiquei de fora de vez, ele rebolava e gritava, suando muito. Sentia a barriga dele batendo na minha bunda mas não sentia o pau na minha buceta. Fiquei ali, de bibelô, até que ele gozou.

Sem olhar muito na nossa cara, tomou um banho e foi embora. Bardo e eu ficamos sozinhos de novo e nos divertimos muito, transando e comentando como aquilo era novo e diferente. Ficamos felizes em deixar mais um cliente satisfeito!

Parece que seríamos um “casal de programa” e a ideia nos deixou muito excitados. Começamos a conversar como casal pelo Facebook com algumas pessoas. Já estávamos mais animados e conversando com desconhecidos. Estávamos nos divertindo e a grana estava quase o suficiente, então por quê não?

E foi assim que fomos parar em um lugar meio bizarro.

Esse cara tinha um fetiche: queria sentar e assistir dois casais transando ao vivo. Parecia o convite perfeito. Ser paga para transar com o Bardo, onde eu assino? Estávamos sem carro então ele foi nos buscar em um ponto de encontro. Era noite, na região metropolitana de Porto Alegre e ele era um desconhecido.

Claro que eu estava segura, eu sempre estou. Tenho minhas maneiras de me defender além do homem de dois metros, lutador de muay thay e expert em briga de facas que anda comigo. Chegamos em um motelzinho bem fuleiro na rodovia e lá estava o outro casal esperando.

Nós imaginamos que se ele estava nos contratando o outro casal deveria ser muito bonito também. Ledo engano. Pensa em um casal feio. Ele era um tiozão sem nenhum atrativo e ela uma baixinha sem sal nem açúcar.

Mas tudo bem, eles não iam encostar na gente mesmo.

Entramos os cinco no motel. O contratante sentou em uma cadeira, abriu uma cerveja barata e pediu para começarmos.  Fui para cima do Bardo, arrancamos a roupa e começamos a meter com vontade, nem prestamos atenção no outro casal. Sentei no pau do Bardo e comecei a cavalgar, empinando bem minha bunda para que ele visse o caralho socando minha buceta. Eu poderia fazer isso todos os dias, o dia todo.

O outro casal veio para perto. Ela de quatro e ele comendo ela. Não era exatamente uma visão bonita então preferi nem olhar. Ficamos fazendo piruetas. Depois de cavalgar levei de quatro, deitada com as pernas bem abertas, fizemos um 69 e tudo o que podíamos imaginar para agradar nosso cliente.

Em algum momento ele perguntou quanto custaria para fazer uma troca de casais. Meu primeiro pensamento foi: nenhum dinheiro no mundo. Conversamos um pouco e fechamos um valor, mas quando eu olhei para aquele cara pelado minha buceta secou e fechou igual uma ostra. Eu nunca tinha sentido nojo de alguém na vida e foi uma sensação horrível.

Enfim, não consegui nem encostar no cara. Bardo colocou a mulher de quatro e usou o método violino: virou a cara e meteu a vara. 

Vendo que eu não ia transar com o cara, que ficou sentado vendo a mulher dele gritar igual uma cadela no pau do Bardo, o cliente me pediu um preço pra chupar ele. Eu já estava morta ali, sem vontade de fazer mais nada, só queria ir embora. Mesmo assim, dei um preço. Ele pagou e eu chupei sem vontade alguma.

Bardo percebeu que eu não estava curtindo e encerrou a brincadeira. Pegamos nossa grana e fomos embora. Naquele dia eu percebi que o negócio não era pra mim. Se eu passasse por aquilo mais uma vez nunca mais ia ter tesão na vida. Transar com quem você não está afim é mesmo uma porcaria e eu tenho um respeito enorme pelas meninas que toparam essa vida.

E foi sorte. O dinheiro deu para as passagens aéreas e sobrou um pouco. São Paulo, sua desgraçada, aqui vou eu!

***

O apartamento era um ovo. Um sala, quarto, cozinha e banheiro com cômodos muito pequenos. Ficava no Bexiga, bem no coração da cidade e ao menos era fácil deslocar de lá. O baterista levou um carro, mas não nos deixava usar. Então andamos, Bardo e eu. Caminhávamos cerca de dez quilômetros por dia, mais o metrô, mais ônibus, para chegar em cada casa de show da cidade e apresentar nosso trabalho. Fomos reconhecidos pelas notícias mas elas não abriram porta nenhuma. Ninguém mexe com a igreja católica e sai ileso.

Finalmente conseguimos um bar para tocar na Vila Madalena. Uma entrada de grana, porque a nossa se foi em poucos dias. Havia um mercado 24 horas perto de casa onde o macarrão custava cinquenta centavos. Era isso e alho. Eu suava alho. O guitarrista e o baterista nos acompanharam em algumas refeições, mas logo saíram para comer no restaurante. Não parecia justo. O baterista sentava no sofá e ficava olhando revistas de carros esportivos, apontando qual ele ia comprar quando a banda explodisse. A única coisa explodindo ali eram nossos nervos.

Com a experiência da cidade do interior, Bardo foi atrás das estruturas para moradores de rua da cidade e descobriu um universo fascinante em São Paulo: existe toda uma estrutura de hospedagem e alimentação disponível e os moradores de rua de verdade não gostavam dela: eles preferem a liberdade de movimento e horários e os albergues são bem restritos com isso. Então quem usava essas estruturas eram pessoas que tinham chegado na cidade sem nada e queriam começar a vida. No restaurante de comida por um real conhecemos muitas pessoas de terno e gravata que trabalhavam na Avenida Paulista e que viviam nesse sistema.

Bardo ficava repetindo que se não tivesse filhos faria exatamente aquilo. Era possível viver em São Paulo com menos de cinco reais por dia com moradia, alimentação, atendimento médico e psicológico – fora todas as opções gratuitas de lazer e cultura disponíveis. E essa é uma realidade em muitas cidades do país se você tiver coragem e quiser aproveitar a estrutura do estado para juntar um bom dinheiro. Acho digno. Se está aí, por que não usar?

O pai do guitarrista nos trouxe um tablet, novidade na época, e conseguimos ver nossas filhas por chamada de vídeo. Cortava meu coração. Eu não queria ficar longe delas, mas também não ia suportar a vida de humilhação na colônia. Eu estava fazendo a coisa certa. Bardo já olhava as placas de emprego comum ao redor do apartamento porque o dinheiro do bar também não dava.

No pouco tempo livre íamos ao Centro Cultural Vergueiro. Lá nós lemos todas as biografias de bandas que existiam na biblioteca em busca de alguma pista, algo que não estávamos fazendo e que era preciso. Eu posso bater no peito e dizer que fiz tudo ao meu alcance.

Conhecemos muita gente. Todo mundo era amigo do primo do tio de algum famoso e supostamente podia nos ajudar mas no fim do dia todo mundo queria me comer, ou comer o Bardo, mas nunca da forma que queríamos. Nunca vou entender esse fetiche pelo poder, pela mentira, por fazer as coisas pelas costas ou de uma maneira maliciosa, que tome alguma coisa do outro. Tanta gente que podia ter gozado com a gente e não gozou porque queria manipular, enganar e nos separar. 

E também conhecemos algumas pessoas legais – pelo menos no início. Um deles foi o Alexandre.  Ele chegou no bar com duas mulheres em uma coleira. Bardo me olhou: esse cara não pode ser normal. Ficamos torcendo para que ele não fosse embora antes do final do show e demos sorte: ele ficou. Terminado o espetáculo sentamos na mesa com ele e, nesse momento, fomos apresentados ao mundo do BDSM.

BDSM: a sigla para Bondage (amarração com cordas), Dominação e Sadomasoquismo.

Aprendemos que elas eram escravas sexuais dele e ele era o dominador delas. Logo já estávamos no apartamento dele bebendo um vinho e conhecendo uma infinidade de tipos de cordas, chicotes e humilhações. Eu não curto dor de forma alguma mas me interessei muito pelo bondage. Bardo, que é fissurado no comportamento humano, ficou interessado no prazer encontrado nas relações de poder, de mestre e escravo e nas humilhações. O mestre e suas escravas pegaram suas cordas, tiraram minha roupa e me deram uma experiência nova e única.

A corda se chama shibari e é macia e gostosa. Elas passaram por debaixo dos meus seios e trançaram pelas minhas costas, me tocando e acariciando o tempo todo com a ponta dos dedos. Me arrepiava toda. A corda corria pela minha pele com um toque aveludado e sensível. Elas foram descendo com o trançado e começaram a fazer um nó de forca. Fiquei curiosa.

O nó encaixou certinho na minha buceta. A corda subiu pela minha barriga e amarrou com a que tinha passado por debaixo dos seios, voltou para as cordas e terminou em uma alça. Então elas pediram que eu soltasse todo o peso do corpo pra frente, sem medo. Confiei e fui. Gemi alto! A corda se moveu pelo corpo todo ao mesmo tempo, me acariciando em todos os lugares. Cada nozinho ia passando pelo meu clitóris. Tive um squirt e molhei o chão.

Gozei na hora. As cordas me abraçaram e me deram uma sensação de segurança tão forte e gostosa que eu quase dormi em pé. As meninas me segurando pela alça e eu ali jogada ao prazer. Elas então me colocaram de quatro no chão, amarraram uma bola na minha boca, puxaram a corda da minha buceta pro lado e foi a vez do mestre se divertir um pouco.

Ele pegou um chicote de camurça, bem leve e praticamente indolor e começou a bater nas minhas nádegas. Amei que ele respeitou meu gosto por dor. Ele foi batendo devagar e criando um estado de dor gostoso, aos poucos, até que a dor se tornou prazer. Comecei a gemer alto e alucinar. Bardo, sentado no sofá na minha frente, me olhava com deleite enquanto ganhava um farto boquete de uma das meninas – ordem do mestre!

A outra menina pegou o chicote e começou a bater nos meus ombros, devagar, criando aquele mesmo estado de prazer que eu tinha nas nádegas.

O mestre, por sua vez, colocou o pau quente e grosso inteiro dentro da minha buceta, socando enquanto dava palmadas na minha bunda. Entrei em êxtase total. Rebolava levando bem gostoso, gemendo alto e gozando tanto que nem pude contar. Naquela noite dormimos em uma enorme cama, algo como duas king size de tamanho, com o mestre e suas escravas, metendo devagarinho e gostoso, cheio de arranhadas, tapinhas, mordidas, beliscadas e tudo o que chamasse uma pequena dor.

Foi delicioso e ficamos felizes de encontrar, finalmente, algumas pessoas que sabiam se divertir.

Também conhecemos o Vini. Era um gordinho bebendo sozinho na mesa do canto. No final do show nos convidou para sentar com eles e, por razões que só o álcool conhece, nos contou que estava em uma merda. Era milionário mas estava se sentindo miserável. Queria se separar da mulher, largar as empresas, precisava mudar. Foi encontrar logo comigo. Se você é uma das pessoas que já cruzou meu caminho e fez a menor reclamação da vida perto de mim, conhece meu poder.

Vini se tornou nosso amigo dali para a frente. Se separou, largou as empresas, abriu uma companhia de aluguel de helicópteros e ficou muito feliz. Nos mandava fotos de baladas e festas com mulheres e nos disse que se precisássemos de algo era só pedir. Ele só não conhecia ninguém no show business que pudesse nos ajudar.

No mesmo bar, algumas semanas depois, conhecemos as meninas do apartamento 13. Eram 3 universitárias muito bonitas que compartilhavam um apartamento em São Paulo. Depois do show nos convidaram para conhecer o lugar. Na primeira noite jogamos uns jogos de tabuleiro, comemos uma pizza e jogamos conversa fora. Bardo e eu já fomos dando umas indiretas e conseguindo algumas respostas positivas.

Na segunda noite já fomos armados: levamos algumas garrafas de vinho (depois da tequila, vinho é o maior afrodisíaco) e as cordas que o mestre BDSM nos deu. Chegando lá, as meninas estavam jogando Guitar Hero, um jogo de videogame onde você precisa acertar as notas da música no tempo.

Os meninos da banda se animaram e ficaram jogando, mas Bardo e eu tínhamos outros planos para aquela noite. Começamos com um jantar leve. Comida pesada dá sono e tira o tesão. Depois abrimos as garrafas de vinho e deixamos que elas se entorpecessem, mas não o suficiente para não responder pelos próprios atos.

Levemente bêbadas, foi só jogar a conversa pro lado do sexo. Contamos sobre o Alexandre e tiramos a corda da bolsa. O interesse foi imediato. Comecei a ensinar elas a passar a corda como as escravas fizeram comigo. Logo estavam se acariciando entre elas, eu tirando uma casquinha e Bardo sabiamente esperando sua hora de jogar.

O vinho subindo, a pele arrepiando e logo os meninos se viram sozinhos na sala. Levamos as três para o quarto e ficamos nuas para continuar a brincadeira. Bardo foi chegando aos poucos e logo uma delas estava com o pau dele na boca. As outras se animaram e começamos a nos beijar e nos chupar. Elas eram muito bobinhas, não sabiam fazer nada, mas me diverti. Peguei a mais gostosa delas, joguei de pernas abertas na cama e fui com a língua direto no clitóris – para judiar mesmo.

Ela se contorcia, torcia as coxas e apertava minha cabeça, mas agarrei a bunda dela com as duas mãos de um jeito que ela não podia sair. Chupava como se fosse uma manga madura. Lambia os lábios carnudos, bem rosados e enfiava minha língua lá dentro o máximo que podia.

Ergui minha bunda e senti uma língua quente entrar em mim, logo em seguida senti uma empurrada. Estávamos em um belíssimo trenzinho. Eu chupando a gostosa, outra menina me chupando e Bardo empurrando ela de quatro enquanto beijava e amassava a outra. É tão bom quando vários corpos se tornam um só.

Gozei na boca da menina, bem gostoso, dando um squirt na cara dela. Ela riu, nunca tinha visto aquilo. De repente, murros na porta. Os meninos perceberam que estavam de fora e vieram atrás. Não abrimos, deixe os tontos lá fora. Eles bateram tanto que arrombaram a porta. As meninas ficaram furiosas e isso arruinou todo o clima. Idiotas. Nunca tinha visto o Bardo irritado daquele jeito. Ele foi gritando com os dois no carro até em casa. 

O baterista resolveu receber dois amigos da Alemanha no apartamento e uma namorada fotógrafa que era o dobro do tamanho dele – que já não era dos menores. Já não bastava Bardo e eu comendo mal, caminhando infinitamente, ainda tivemos que dormir no chão. Ao menos aproveitei um pouco a visita: no meio da noite, quando todos dormiam, Bardo e eu pegamos o alemão mais bonitinho e puxamos ele para o banheiro. Ele não falava português e eu não falava alemão, mas sexo é linguagem universal. Ajoelhei, baixei as cuecas dele e mamei enquanto o Bardo comia minha buceta, depois mamei o Bardo enquanto o alemão me comia. Foi gostoso e divertido.

***

Três meses e nada. A mãe do baterista apareceu por lá rodeando o Bardo de novo, mas acho que estava mais interessada em acabar com a brincadeira do filho. Nos deu um prazo para deixar o apartamento. Sem ter para onde ir, o desespero bateu. Voltar para a colônia, nem em pesadelo! Precisava fazer alguma coisa.

Nesse meio tempo eram comuns nossas visitas ao nosso amigo Garcia, já que a Rua Augusta era pertinho do apartamento. Bardo e eu passamos muitas noites por lá fazendo amizade com as prostitutas e conhecemos muitas mulheres interessantes. Uma delas, que o Bardo era apaixonado, era uma cavalona morena linda. Ela só estava lá nas sextas e sábados e me contava sobre a vida maravilhosa que levava como puta. Sempre muito bem vestida, trabalhava só dois dias na semana e tinha uma vida de luxo. 

Talvez eu devesse tentar de novo. Conversei com o Bardo e ele, como sempre fez com toda e qualquer ideia doida que eu tive, me apoiou. Fomos juntos para a Maison. Parei na porta, respirei fundo e entrei. Garcia me recebeu com a alegria de sempre, mas dessa vez acrescentou que estava acompanhando nossas redes sociais e que nossas filhas eram lindas, que devíamos trazer elas para São Paulo. 

Aquele pequeno comentário sobre minha família me arrebentou. A Fada prostituta morreu naquele minuto. Não tive coragem de prosseguir e nunca mais ia tentar nada parecido.

***

Andamos tranquilamente pelo centro de São Paulo, sempre nos cuidando, mas sem medo. Saíamos à noite, voltávamos de madrugada, sempre em segurança. Pelo menos até dar uma volta com alguns paulistas locais que nos colocaram em uma confusão: acabamos sendo assaltados no viaduto Maria Paula e levaram todos os nossos documentos. Foi um inferno. Tivemos que refazer tudo a tempo de pegar nosso vôo de volta para o sul.

A Fada que sonhava em ser uma grande artista em São Paulo morreu aqui, com a certeza de que fez tudo o que podia ser feito. Talvez só faltasse ser a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. Não foi o que aconteceu.

Peguei o vôo e voltei para a colônia. Tive uma crise de pânico quando vi aquelas casinhas alemãs de novo, mas a vontade de ver minhas filhas era maior. Quase não as reconheci, tinham crescido demais em três meses e a influência das nossas famílias tinha arruinado a educação que eu tinha dado. Tivemos que começar tudo do zero. Fiquei muito orgulhosa delas porque as avós tentaram de toda forma levar elas para o cristianismo – minha mãe na igreja católica e a mãe do Bardo no espiritismo Kardecista – e elas resistiram bravamente. Não havia espaço para religião na pequena alma delas e senti que fiz um trabalho bem feito: elas não iam sofrer os desesperos que sofri com essas ideias malucas.

Bardo arrumou um emprego em um açougue e eu em um bazar. Morando de novo com os pais, só queríamos algum dinheiro para sair dali e ir ao menos para Porto Alegre. Eu tinha certeza que nossa sanidade mental não ia suportar aquilo por muito tempo. 

Estávamos enfurecidos com a vida. Lutamos tanto por nada. Era deprimente.

***

Alguém comentou com o Bardo que estavam começando algumas redes sociais secretas de pessoas liberais e fomos convidados para uma delas. Um novo mundo se abria. De repente centenas de pessoas que pensavam como nós (ao menos era o que pensamos) apareceram.

Fomos parar em uma lanchonete de esquina na cidade vizinha. De dia, um lugar de família, à noite, as cortinas baixavam e casais se encontravam lá para confraternizar – pelados. Não acreditamos no que estávamos vendo. Todo esse tempo existia um mundo paralelo que não fazíamos ideia. Começamos a bater papo com os casais. Juízes, advogados, policiais, políticos, todas aquelas pessoas que no interior do estado nos chamavam para as festas. Pessoas que você vê na rua, que faz negócios, que são do seu convívio e que você nunca vai imaginar que gostam de uma putaria.

Começamos a entender por que nossa banda e nosso discurso não ia para a frente: essas pessoas não podiam se expor, não podiam curtir e compartilhar publicamente suas ideias. Elas precisavam de um espaço seguro onde podiam ser elas mesmas. Era mesmo um universo paralelo do cidadão de bem onde ele podia chupar um pau livremente sem se preocupar com o que a sociedade ia dizer sobre isso.

Da lanchonete nos convidaram para conhecer uma turma muito animada em um posto de gasolina na colônia. Na época era moda fazer festas em postos de gasolina no final de semana e nesta sexta à noite o lugar estava apinhado de gente. O segredo para encontrar a turma certa era pendurar uma calcinha na antena do carro. Chegamos lá e dois rapazes muito divertidos – a diretoria – vieram nos receber.

Chegamos em um cantinho mais escuro onde os casais se chupavam no meio dos carros, ali, em público mesmo. Uma loucura. Ficamos muito excitados. Todo mundo nos recebeu com alegria. Bardo puxou o violão e cantamos nossas músicas com todos acompanhando animados. A música era boa, realmente, mas ninguém ouviria elas em público.

De repente, encosta um caminhão baú. Um casal animadíssimo (espero que leiam o livro, amamos vocês!) desce e abre o baú. Lá dentro, alguns colchões pelo chão. Só acreditava vendo. Vendo, não acreditava. O caminhão virou uma casa de swing e a putaria comeu solta!

Começamos a frequentar o posto de gasolina e a lanchonete. Bardo começou a escrever um espetáculo para apresentar para esse público discreto. Talvez esse nicho fosse nossa chance de fazer nossa música como queríamos. Esqueci os grandes palcos. Queria tocar para aquele povo animado, onde eu não precisava imaginar que estavam todos nus: eles realmente estavam.

Desenhamos um show lindo, com músicas que falavam discretamente (ou nem tanto) sobre o tema como Sônia, Poligamia, A Maçã, mescladas com as nossas músicas. O ponto alto do show era um momento em que eu tirava um caralho de papel das cuecas do Bardo e colocava fogo. A galera adorava! Largamos os empregos e começamos a tocar em pequenas festas de swing com sucesso.

Nosso show era fogo! Curtinho, apenas trinta minutos, mas colocava o povo para pular, arrancar a roupa e se animar. Eu chupava o Bardo no palco (que conseguia continuar tocando violão enquanto isso) e às vezes chamava algumas mulheres para interagir comigo e com ele ali, na frente de todo mundo. Nunca tinha imaginado foder em cima de um palco, com tanta gente olhando, e eu estava alucinada com isso. Foi incrível.

Recebemos um convite épico: tocar na zona da Tia Carmem. Para quem não é de Porto Alegre é apenas a casa de prostitutas mais famosa do estado. O lugar é imenso, vários andares, muitos quartos, poledance, bares e claro, muita mulher gostosa!

O público começou a chegar e já achamos tudo muito esquisito: um monte de vovozinhos acompanhados de mulheres siliconadas.Fizemos nosso show, dando nosso máximo, mas as pessoas não gostaram muito das nossas ideias sobre amor livre. Para fechar com chave de ouro cantei Pagú, da Elis Regina: “meu peito não é de silicone” e aí descambou mesmo. Não nos chamaram mais para tocar por lá.

Já que está no inferno, abraça o capeta, diz o ditado. Terminado o show, Bardo e eu fomos conhecer os quartos. Entramos em um que tinha só um casal transando. Ele nu, ela vestida.

Era um dos poucos homens com menos de 70 anos por lá e resolvemos compartilhar a cama com eles. Nós nos pegando e eles logo ao lado. “Mesmo ambiente” como dizem no swing. Fui puxando ela aos poucos e joguei para o Bardo que já enfiou o pau na boca dela antes que ela percebesse. Fui para cima do cara com vontade, mas ele estava meio defensivo, sem prestar muita atenção em mim, preocupado com a mulher.

Bardo tentou tirar a roupa dela mas quando tirou o vestido ela estava usando – literalmente – uma armadura por baixo. Eram umas cintas modeladoras e sabe lá o que tinha por baixo daquilo. As vezes é melhor nem saber. De repente eles se levantaram e saíram correndo.

Sem mais ninguém interessante por ali descemos de volta pro salão. Uma moça perfeita começou a dançar no pole dance. Todo mundo parou pra ver. Alguém comentou que ela era capa da Playboy e devia ser mesmo, era coisa de revista! Ela começa a olhar pro público ao redor dela e apontar com o dedo. Acompanhando o dedinho dela eu olho para as mulheres: pareciam clones de silicone e vestido tubinho. E eu ali, perdida, depois de tirar o figurino do espetáculo, de vestido romântico florido.

De repente o dedo dela para em mim. Ela me chama e Bardo praticamente me empurra pra ela. Dei dois passos na direção dela e, em um movimento de braço, arranquei o vestido e cheguei nela completamente nua. Ela me olhou apavorada. Peguei ela pela cintura com uma mão e com a outra no seio. Prensei ela contra o pole dance. Ela deve ter me julgado pelo vestido, pensando que eu era uma menina boba por ali.

Enfiei dois dedos na boca dela e fiz ela chupar meu dedo. O público ao redor uivava e gritava. Assim que meus dedos ficaram bem babados desci pelo corpo dela e atolei na buceta.  Ela tentava sair sem perder o rebolado do espetáculo.  Agarrei ela pela cintura, puxei contra meu corpo e beijei ela na boca. Fodia ela com os dedos e ela foi esquecendo o público e concentrando em mim.

Quando percebemos a mulherada tinha pirado e invadido o poledance. Eram mais de trinta mulheres e eu não ia deixar essa oportunidade passar. Larguei a Playboy e comecei a pegar a mulherada, uma por uma. Bardo, nada bobo, já estava chupando uma buceta contra a parede. Eu beijava na boca, dava dedada, apertava peitos e bundas, dançava e misturava meu suor com aquelas mulheres todas. Que paraíso!

Saímos de lá de manhã. Nunca mais voltamos, mas aproveitamos!

Mesmo com o público não gostando do show, fomos chamados para o La Luna, uma casa de swing no interior do estado. Era uma casa pequena, de dois andares, com quatro quartos e uma pista de dança. Os donos eram dois casais que – pasmem – não eram swingers. Um desperdício porque eram muito bonitinhos!

As festas do La Luna eram muito divertidas. Era mais ou menos a mesma turma da região que ia e o povo curtia muito nosso show. Ali eu descobri um grande prazer que só posso ter nessas festas: dançar completamente nua na pista com outras pessoas ao redor. Esses ambientes são seguros, ninguém mexe comigo se eu não quiser, então eu me esbaldava dançando, suava, pulava, gritava, curtia para caralho.

E ali na pista dançando eu sempre encontrava alguém gostoso – ou gostosa – para curtir uma transa. Eu sempre gostei de transar muito. Não confunda com gostar muito de transar. Sempre gostei de ficar longas horas metendo. Se a pessoa me acompanhasse na maratona eu amanhecia, cruzava o dia, anoitecia, virava o final de semana com o mesmo pau me socando em todas as posições possíveis e imagináveis.

E nessas festas sempre tinha alguém para me acompanhar. Enquanto o Bardo curtia a variedade – ele sempre transava com seis ou oito mulheres diferentes toda noite – eu pegava alguém e demorava metendo.

Pois foi no La Luna que encontramos esse casal. Bardo e ela se entenderam rapidinho e logo ele estava com as coxas dela nas orelhas. Ele veio todo tremendo, tímido, para o meu lado. Eu nem estava muito afim. Fiquei de quatro do lado do Bardo e empinei a buceta para o moço. Ele ficou ali atrás tentando fazer alguma coisa mas não conseguiu.

Isso era comum no swing. Os caras viam o Bardo fazendo malabarismos com as esposas deles e não conseguiam me comer. Vi que ele estava com dificuldade e me virei. Peguei o pau dele, não muito grande, e comecei a acariciar. Chamei a atenção dele pra mim, pra olhar nos meus olhos, e chupei ele com um olhar fixo.

Senti a animação dele crescer dentro da minha boca. Mesmo com a mulher dele gemendo feito doida no pau do Bardo ao lado ele foi ficando bem teso. Puxei ele para mim e ele encaixou no meu corpo. Estava quente. Colocou uma camisinha e escorregou devagarinho para dentro da minha buceta.  Fiquei mantendo a atenção dele nos meus olhos. A mulher gozava do lado e eu estava criando um universo só pra nós dois.

Ele deitou em cima de mim, atolou o pau na minha buceta e ficamos ali em um papai e mamãe bem carinhoso. Bardo terminou com a mulher dele e foi para a próxima e nós dois ficamos ali. Beijos, carinhos e o pau entrando e saindo macio da minha buceta. Eu gosto assim. Fui pegando muito gosto por essa metida carinhosa, cheia de beijos, de toque, de vontade. Me molha toda. Fomos rolando pela cama. Os casais mudavam o tempo todo ao nosso redor e nós ali em um mundinho só nosso, fodendo gostoso. Gozei gostoso algumas vezes.

Quando vimos, amanheceu. Bardo já estava comendo a mulher dele de novo quando nos demos conta que passamos tantas horas ali juntos. Trocamos contato. Vamos nos ver de novo?

Nesse meio tempo os shows continuavam cada vez mais quentes. Começamos a fazer espetáculos temáticos em datas especiais. Na páscoa me vesti de coelhinha e durante o show fui me lambuzando toda de chocolate. No final chamei todas as mulheres para me lamber até eu ficar toda limpinha de novo. Elas me deitaram no palco e caíram de língua com gosto mesmo. Lambiam, chupavam e vinham me beijar com a boca cheia de chocolate. Bardo, que de bobo nunca teve nada, encheu o pau de chocolate e entrou na brincadeira com as meninas.

Naquela noite conhecemos o primeiro casal gay em uma festa de swing. Eram dois caras super bonitos e muito simpáticos. Fizemos amizade rápido e logo fomos convidados pra tocar na festa deles. Não sabíamos, mas a festa deles era a mais celebrada de todas. Muita gente ia para lá e era conhecida como “a festa de todas as tribos.” Ficamos muito curiosos e recebemos um pedido especial: uma versão personalizada da música Sônia, do Leo Jaime.

A festa era em uma enorme sauna gay. Dava para se perder lá dentro, cheio de quartos e corredores. Chegamos bem cedo pra montar nosso som e nosso pequeno palco. Em cada porta de quarto tinha uma placa: quarto bi, gang bang, casais, solteiros e solteiras, BDSM e por aí vai. Dentro de cada quarto havia uma plaquinha com as regras daquele lugar e sobre o que podia e o que não podia.

Fomos nos maquiar e figurinar em um banheiro com portas de saloon. Saindo de lá, Bardo soltou a porta por acidente e ela bateu bem no ossinho do meu cotovelo. Que dor! Uma moça que estava ali era enfermeira e saiu em busca de um emplastro e uma faixa para colocar no meu braço. Resolvido o problema fomos sentar com essa moça e o marido no lobby e ver o povo chegar.

Era realmente a festa de todas as tribos. Logo começaram a chegar casais, solteiros, solteiras, grupos, o povo do BDSM com suas roupas de couro e o que mais nos fascinou: as trans. Bardo olhava com admiração aquelas mulheres perfeitas: boca, olhos, peito, bunda e o volume nas calças. Uma, em especial, ele fez questão de ir receber. Ela se chamava Lábios de Mel e tinha uma das bocas mais lindas e perfeitas que já vi.

Todo mundo lá, vamos ao show!

O espetáculo foi delicioso! Todo mundo cantou e dançou com a gente, tirando uma casquinha nossa no palco. Cantamos a versão de Sônia que pediram – essa música acabou ficando no nosso repertório pra sempre – e nos divertimos muito. Show encerrado, hora da fodelança. Começamos a caminhar pelos quartos e ver o que acontecia em cada um deles.

Primeiro fomos ao quarto do Gang Bang. A plaquinha dizia: se uma mulher sentar nessa cama ela está dando permissão para qualquer homem no quarto transar com ela. Credo! Nem pensar numa coisa dessas. Sou seletiva. Mesmo assim quis ficar para assistir. 

Uma mulher daquele tipo cavala chega. Vestida com uma renda de corpo inteiro vem e senta na cama. Os homens começam a se aproximar devagar. Ela puxa um, abre o zíper e começa a mamar. Os outros se animam com a cena e chegam mais perto, alguns já tirando a roupa. Logo tem quatro, oito, dezesseis mãos percorrendo o corpo dela. Eles pegam nos seios, na bunda, nas coxas, enfiam os dedos na buceta.

Horrível e nojento – eu pensei. Nunca que eu ia fazer uma coisa daquelas.

Ela perdeu o controle da situação na mão deles, mas não parecia se importar muito. Como zumbis eles viravam ela em todas as posições e se revezavam metendo ela. Um pau na boca e um na buceta o tempo todo e aquelas mãos todas pelo corpo. Colocaram ela de quatro e mais homens entraram no quarto. Quando percebi, tinham organizado uma fila atrás dela. Um comia, gozava, dava lugar para outro, enquanto outros se revezavam na boca.

Quando parei de contar ela já tinha levado trinta caralhos no rabo. Em algum momento ela cansou. Se levantou sem cerimônia (para o desespero de quem ainda estava na fila) e saiu. Bardo puxou ela pelo braço. Ela estava coberta de suor. Ele deu um abraço nela e expressou profunda admiração pelo que ela tinha acabado de fazer. Ela agradeceu como se aquilo fosse comum para ela e saiu. Que mulher!

Fomos então para o quarto BDSM. Já sabíamos o que íamos encontrar, mas fomos surpreendidos. Naquele dia conhecemos a Labiata, que seria nossa amiga por muito tempo. Ela já estava em ação quando entramos. Na cama, amarrada e com uma bola presa na boca. Seis homens ao redor queimando velas na pele dela e dando palmadas. Ela já era uma mulher na casa dos 50, toda linda e com uma cara de puta que dava vontade de chupar só de olhar.

A coisa foi ficando pesada e violenta de uma maneira que nunca tínhamos visto com nossos amigos de São Paulo. Ela foi pedindo mais e eles foram ficando com a mão pesada. Ela foi enforcada, estapeada e eu quase não consegui olhar quando colocaram ela de quatro no chão. Um cara fodia ela com muita força enquanto outro pisava na cabeça dela. Ela babava e virava os olhos como se estivesse em uma convulsão e eu não tinha certeza se era possível gostar daquilo.

Um casal gordinho muito divertido estava ao nosso lado e ficamos trocando ideia enquanto a cena se desenrolava. Em algum momento o gordinho teve a genial ideia de pegar uma algema de cima da mesa e, de surpresa, fechou ela nos meus pulsos. Entrei em pânico. Comecei a passar mal e queria sair dali. E quem disse que alguém sabia onde estava a chave da maldita algema? Quase arruinei o rolê do quarto. Suava, chorava e precisava muito sair daquilo. Definitivamente essa brincadeira de constrição não é pra mim. 

Finalmente encontraram o mestre que tinha as chaves e me libertaram. Fiquei muito puta com o gordinho mas acabamos ficando amigos e andando juntos pela festa.

Encontramos o Jéferson, meu novo amigo de maratonas do La Luna, com sua esposa e logo éramos um animado grupo andando pelos quartos, junto com o casal de gordinhos e o casal da enfermeira.

Fomos conferir o quarto bi. As trans estavam lá e Bardo estava muito animado com a ideia. Como as mulheres são bi em qualquer lugar na festa, o quarto estava cheio de homens. Entramos – os meninos com a bunda na parede – e começamos a observar. Era o quarto mais escuro de todos, mal dava pra ver, mas logo encontramos um dos anfitriões da festa. Bardo e eu nos ajoelhamos na frente dele e pagamos um boquete bem gostoso, até que uma trans viu o Bardo e se animou.

Ela ajoelhou na frente dele e começou a mamar. Ficamos assistindo maravilhados: era um negrão enorme travestido, uma cena pra não esquecer. Bardo estava curtindo o boquete mas procurava ao redor e eu já sabia o que ele queria: Lábios de Mel. Não demorou para ele encontrá-la e ir até ela. Chegou pegando e deu um beijo naquela boca enorme. Ela sentou ele em uma poltrona, ajoelhou e começou a chupar. Ele me olhou de um jeito que eu nunca tinha visto. Estava em êxtase. Ela engolia o pau inteiro como se fosse nada, subia de volta puxando aquele fio de saliva, lambia as bolas, vinha com a língua até em cima, dava uma trabalhada na cabeça e engolia tudo de novo.

Ele virava os olhos, agarrado nos cabelos dela. Melhor boquete da vida – ele alega até hoje –  e estava lindo de ver. Quando ela percebeu que ele ia gozar, baixou a calcinha. Tinha um pau pequeno e, incrível, estava mole. Puxou o Bardo, ajoelhou na poltrona e mandou ele colocar no cu. A bunda dela era linda. Perfeita. Nenhuma mulher consegue ter uma bunda daquelas! Ele obedeceu sem cerimônia e atolou o pau inteiro no cuzinho. Entrou muito rápido e macio.

Eu estava amando assistir aquilo tudo. Lábios de Mel me puxou e me abraçou forte – é engraçado porque é uma mulher com força de homem –  e me deu um beijo na boca. Caralho, que lábios de… mel! Fiquei ali beijando ela. Os seios dela nos meus. Aquela boca que era masculina e feminina ao mesmo tempo me deixando confusa. Bardo gozou gostoso na bunda dela e nos sentamos na poltrona. Fiquei assistindo um cara comendo outro de quatro. O gemido dos dois era muito gostoso de ouvir.

Dali seguimos com nossa turma para os quartos de casais. Fomos para uma cama coletiva e começamos a brincar com nossos amigos. Os maridos vieram todos pra cima de mim e as esposas para o Bardo e nos divertimos muito. A gordinha tinha umas tetas enormes e Bardo adorou ficar brincando com elas e mamando.

O marido da enfermeira tinha um pau gigantesco, quase não conseguiu entrar em mim. Tive que pedir pro Jeferson e o gordinho darem uma socada primeiro para relaxar. Ele teve que vir com muito jeitinho, de ladinho, pra conseguir encaixar a cabeça, e aí foi empurrando devagar até que entrou tudo. Fazia tempo que eu não brincava com nada daquele tamanho! Do meu lado Bardo revezava as três esposas e ali ficamos até amanhecer. Que delícia de festa!

Estávamos com uma boa agenda pela frente quando a Boate Kiss pegou fogo. Foi uma desgraça monumental, penso que a maioria das pessoas nunca vai realizar o tamanho do desastre que foi aquilo. Destruiu famílias e muitos negócios ao longo dos anos seguintes. Amigos nossos morreram lá, amigos de amigos, conhecidos e fãs. Além do impacto profundo da perda, todos os nossos shows foram cancelados por conta da nossa performance com o fogo. Muitos dos lugares que íamos tocar foram fechados pelos bombeiros que pararam de fazer vista grossa depois da tragédia.

A coisa apertou de novo e ainda estávamos presos na casa dos pais, sendo diariamente humilhados e pressionados a ir embora. Cobravam cada refeição e se metiam na educação das meninas. Precisávamos sair de lá de qualquer maneira.

Uma oportunidade surgiu, vinda do nosso antigo baterista: uma gravadora estava procurando por nós. Será que depois de desistir de tudo é que ia dar certo? Decepção. Eles queriam nos transformar em uma dupla de sertanejo universitário. Para piorar, queriam me separar das minhas filhas: eram nada mais, nada menos, que 28 shows por mês voando pelo Brasil inteiro o tempo todo. Tinha o dinheiro para considerar mas eu não ia cometer esse erro pela segunda vez. Mesmo assim, consideramos.

Então eles pediram cinquenta mil reais para começarmos. Rimos. Nunca teríamos aquele dinheiro! Lembramos então do Vini e ligamos para ele que disse que pelo que fizemos por ele isso não era nada. Combinamos de nos reunir com ele e a gravadora na semana seguinte mas antes disso o Vini ligou para o Bardo. Eles ficaram por horas no telefone. Vini comentava com o Bardo que nos conhecia bem e que pensava que nossa sanidade mental não ia suportar a rotina da qual ajudamos ele mesmo a fugir. Que não ia valer o dinheiro.

Ouvimos a experiência dele e desistimos. Podia ser a gente no avião da Marília Mendonça.

Nesse meio tempo conhecemos muita gente. Entre essas pessoas o casal que era dono do famigerado caminhão-motel do posto de gasolina. Eram uns amores e começaram a nos contratar para as festas que eles davam no interior do estado. Pagavam um pouco melhor e nos davam a viagem e a comida.

Essas festas foram realmente épicas e dá para escrever um livro inteiro só detalhando o que aconteceu por lá. Bardo, como sempre, curtindo a quantidade. Comia oito, dez, doze mulheres diferentes todas as noites. Já eu sempre escolhia uma pessoa gostosa para foder até amanhecer. Das várias figuras interessantes que se encontravam por lá, uma era uma mulher de 70 anos. Ela tinha tanta plástica que parecia uma menina de 40 e um fogo no rabo que nem um gangbang parecia apagar. Bardo comia ela com gosto. Ela tinha uma bucetinha pequena, apertadinha e muito gostosa de chupar.

Nessas festas era sempre muito importante usar camisinha, claro, porque tinha muita gente metendo com muita gente. Tinha esse cara, muito gostoso, cabelos encaracolados, com quem eu metia muitas vezes a noite toda. Já eram mais de sete horas da manhã quando eu me encontrei com ele no corredor. Estávamos acabados de tanto meter mas eu ainda tinha fogo. Queria dar para ele pelo menos mais um pouquinho. Joguei ele no sofá e sentei no colo dele, mas nada. Ele estava tão cansado que o pau não subia mais. Minha buceta, por outro lado, estava encharcada e pedindo pau. Fiquei rebolando no colo dele, esfregando no pau dele, molhando ele de suco.

Devagarinho fui sentindo que ele endurecia e fui ficando ainda mais molhada. Quando ele subiu um pouquinho encaixei a cabecinha na buceta e fiquei pincelando. Minhas pernas arrepiaram e virei meus olhos de tesão sentindo ele bem quentinho no meu clitóris. Ele foi ficando mais duro e eu olhei ao redor: nenhuma camisinha. Não podia arriscar perder aquele pau duro indo buscar uma. Não teve outro jeito: enfiei ele inteiro dentro de mim no pelo mesmo. Ele terminou de endurecer lá dentro, com a cabeça atolada no meu útero. Ele me olhava apavorado: não acreditava que eu tinha feito aquilo. Coloquei o dedo na boca dele, pedindo segredo, e comecei a quicar bem gostoso.

– Só não goza dentro, tá bom?

Eu sentava e ele socava. Viramos um corpo só e ali nos demoramos algumas horas. Ele chupava meus seios e eu sentia o pau dele na pele, bem quentinho, socando meu útero. Caralho, que tesão.  Bardo chegou em algum momento e, como sempre gostava de fazer, acariciou meu clitóris enquanto eu metia com outro. Fiquei com medo da reação dele quando percebesse, mas quando viu só me olhou com uma cara de safado.

– No pelo, hein, putinha?

Rimos e continuei metendo até que ele voltou me chamando para o almoço. Naquele dia fomos embora de carona com um casal. Ela era uma tetuda muito safada e ele um daqueles caras bem cornos que levavam a mulher para a festa só para assistir ela levando pau. Eram quatro horas de viagem e o corninho estava empolgado com a carona. Sentou no banco do motorista e pediu para que fossemos os três no banco de trás. Foi uma bagunça só. Bardo sentou no meio e começamos a brincadeira chupando ele até não poder mais. Depois fomos revezando no colo dele. O corno vibrava cada vez que ela sentava no pau. Ríamos e gritávamos pra ele tirar o olho do retrovisor e prestar atenção no trânsito. Paramos em um restaurante para comer no final da tarde. Bardo, tadinho, já estava assado, mas o corno não dava paz. Fez ele ir com ela para o banheiro e comer ela de pé contra a pia.

Chegamos em casa sem pernas.

***

Segundo meus planos, era hora do terceiro filho. Ele ia se chamar Miguel. Mas eu estava insegura. Não tínhamos nada, estávamos pior do que quando a Lavínia chegou. Conversei com o Bardo e depois de muita consideração entendemos que não tínhamos condições físicas, psicológicas e econômicas para engravidar de novo – fora o fato de eu quase ter morrido nas outras duas.

Eu não ia começar a tomar anticoncepcional, usar um DIU ou qualquer outra coisa. Meu corpo é meu templo e se ele é admirável é por essa relação de respeito que tenho com ele. Sem químicas. 

Bardo resolveu isso em quarenta minutos: fez uma vasectomia. É uma hipérbole dizer que foram só quarenta. Foram semanas excruciantes de entrevistas com psicólogos e assistentes sociais porque não queriam deixar ele fazer. Existe algum acordo social de que as pessoas precisam ter o maior número de filhos possíveis e tentaram dissuadi-lo de todas as formas. 

No final, depois de muita insistência e com a premissa de que já tinha duas filhas, liberaram ele. Aí sim foram apenas quarenta minutos, anestesia local, uma beleza – segundo ele. Voltou dirigindo para casa. O osso foi ficar quinze dias sem gozar. Ele me lambia, me chupava, me dava os meus orgasmos mas estava muito de mal humor, subindo as paredes.

E finalmente eu podia ganhar minha gozada dentro à vontade, sem preocupações. Dali para a frente foi o paraíso!

***

E era o fundo do poço. Sabíamos que dali a coisa só ia descer na vida financeira. Sem a ilusão da fama, dos grandes palcos, precisava seguir em frente de alguma forma. Mas como? Os shows nas casas de swing continuavam pagando uma miséria e, sinceramente, já estava ficando mais do mesmo. Foi em uma festa perto de Porto Alegre que tomamos o balde de água fria: não nos pagaram.

Sem ter grana nem para ir embora pedimos carona para os gordinhos que estavam com a gente na festa das tribos. Eles nos levaram para casa na colônia e sugeriram que fôssemos morar em Porto Alegre, onde teríamos mais opções de trabalho. Claro que o que eles queriam mesmo era a gente por perto para brincar, o que não era de todo mal.

Na semana seguinte vieram nos buscar e andamos juntos por toda a capital procurando bares, restaurantes e qualquer lugar que fosse possível tocar. Obviamente eles tinham tudo planejado e o passeio terminou em um motel. Dizer que eram gordinhos é uma forma carinhosa. Eles eram bem alimentados. Não muito nosso tipo mas estavam sendo muito amáveis com a gente e nos ajudando um tanto. Já fizemos sexo por tantas razões antes então, por que não por gratidão?

Ficamos um tempo os quatro na banheira quente, bebendo e conversando. Mesmo com todos os nossos problemas sempre fomos leves nessas horas e logo estávamos na cama sendo chupados por eles. Bardo e eu amamos isso, quando um casal nos coloca assim, sentados, e nos chupa enquanto só curtimos. Depois de me deixar encharcada ele me colocou de quatro e meteu com vontade. Bardo se divertia – de novo – com os peitões da esposa e deu para ver que o marido ficou um pouco incomodado quando ela pediu pra levar no cuzinho.

Na semana seguinte lá estavam eles de novo. Agora com uma amiga – também gordinha –  com uma proposta para que eu trabalhasse como corretora de imóveis. Nunca me imaginei fazendo nada que não fosse cantar, mas ela me disse que me dariam estrutura e treinamento e que eu ia ganhar muito bem. Obviamente aquele dia terminou novamente no motel e eu não tinha certeza se a proposta era mesmo para valer ou se a gordinha só tinha ouvido falar da fama do Bardo como comedor de cuzinho, porque ela deu para ele a noite toda, não sobrou nada para ninguém.

Mas era pra valer e agora eu precisava mesmo morar em Porto Alegre.

Foi quando Bardo soube de um grupo que se reunia para debater as relações não monogâmicas. Fomos lá para conhecer e ficamos animados. Havia vida intelectual na putaria. Nos encontramos na cidade baixa e batemos um papo muito legal. Aquelas pessoas estavam interessadas em serem livres com suas relações para a sociedade. Era muito mais que putaria, era amor coletivo mesmo. Ficamos extasiados com a ideia, era tudo o que sempre sonhamos.

De lá fomos para uma casa na zona sul. Mais pessoas. Um bate papo delicioso com cada um contando das suas experiências em tornar suas preferências públicas e como a sociedade batia de volta com força. Ostracismo, demissões, embargos de todos os tipos. Queríamos entender por que o sexo é tão vilipendiado, por que usamos a sexualidade para a publicidade, para vender produtos, e ao mesmo tempo condenamos quem é sexualmente livre e ativo.

A casa era incrível: construída por um naturista, tinha muros altos, um jardim enorme com um banheiro todo de vidro onde se podia ver as pessoas no banho e uma casa de vidro nos fundos. De lá se via o Rio Guaíba e as montanhas, um belíssimo cenário.

Comentamos com o dono da casa que precisávamos fugir da colônia e ele disse que precisava de alguém que fizesse a manutenção daquela casa. Nos fez um valor de aluguel muito pequeno e nos deixou morar lá. Conseguimos sair da colônia e ir para a capital, para o meio da vibração da putaria, do swing e das ideias intelectuais de amor livre. De um pesadelo, fomos para um sonho!

A mudança do pouco que tínhamos foi feita no caminhão baú da putaria. Arrumamos a casa, pintamos e deixamos do nosso jeito. O jardim tinha muitas árvores frutíferas que não estavam dando frutos. O dono da casa era apaixonado pelo nordeste e tinha trazido muitas plantas de lá que drenavam toda a água do solo. Comecei a cuidar fazendo forragem de folhas e compostagem e alguns meses depois tínhamos abacates, caquis e fruta do conde, além das taiobas.

***

Trabalhar estava complicado. A cidade baixa, onde ficavam os bares, estava sendo toda fechada pelos bombeiros e mal tinha espaço para música. As casas de swing estavam passando pelo mesmo problema e até a lanchonete da esquina não estava mais conseguindo fazer os eventos.

Vivemos com muito pouco. Mal tinha o que comer e depois do terceiro mês já não conseguimos nem pagar o aluguel. Mesmo assim, foi uma época muito feliz. Éramos nós quatro, a família longe sem conseguir se meter e encher o saco. Não matriculamos as crianças na escola. Queríamos recuperar o tempo perdido em São Paulo e alfabetizamos elas em casa. Todos os dias acordávamos cedo, eu preparava um café no jardim e curtia minhas filhotes.

Estávamos sempre de olho nas oportunidades e encontramos um curso online sobre algo chamado marketing digital. Era sobre como ganhar dinheiro trabalhando em casa, pelo computador, com qualquer produto. Podíamos usar isso para vender nossos shows e espalhar nossas músicas e nossas ideias. O preço do curso era exatamente o valor que tínhamos para o aluguel e a conta de energia e fizemos uma escolha: vamos comprar o curso e ver no que vai dar. Era melhor do que não tentar.

O curso era uma piada e ao mesmo tempo incrível: o rapaz nos ensinava como tinha nos convencido a comprar o curso. Storytelling, Copywriting, técnicas de persuasão, todo tipo de manipulação da mente humana para vender. Ali vimos o nascimento dessa maracutaia no Brasil e começamos a acompanhar nomes que hoje são famosos nessa pirâmide maluca, com seus sete dígitos em sete dias.

Na época nos sentimos enganados mas com o avançar das redes sociais fomos entendendo que essas habilidades seriam obrigatórias dali para frente. Ninguém mais consegue resultados sem dominar essas ferramentas. Foi uma sorte ter começado cedo.

***

Começamos a andar muito com o casal de gordinhos da festa das tribos. Eram uns amores de pessoa e ficamos amigos muito rápido. Eles viviam na cidade baixa e ajudaram muito o Bardo quando ele ia para lá bater perna atrás de lugar para tocar. Começamos a nos ver quase todos os dias, nos visitar e eles perceberam que nossa situação não era das melhores. 

E tinham a amiga que era corretora de imóveis. Ela disse que ser bonita era essencial para o negócio e que se eu tirasse meu CRECI ela poderia me colocar na maior imobiliária da cidade. Fiz um curso meio às pressas e ela me levou lá. Não fazia a menor ideia do que tinha que fazer, mas comecei a levar trufas para vender para o pessoal ou não teria nem o dinheiro do ônibus.

Todos os dias eu tinha que atravessar um bairro perigoso às cinco horas da manhã para pegar um ônibus na avenida. Aos poucos fui entendendo a função de vender apartamentos na planta para investidores. Era, segundo o que os colegas diziam, o que mais dava dinheiro e muitos deles falavam em ganhar vinte mil reais em um mês – um número completamente surreal para mim.

Realmente a beleza era uma exigência naquele escritório: era todo mundo lindo. Eu estava amando estar ali no meio daquele povo, ainda mais se pudesse fazer aquela grana também. Finalmente tirei minha habilitação como corretora e pude começar a trabalhar, mas não tinha carro. Meus colegas, muito safados, faziam questão de me dar carona para atender os clientes. Não vendi nada, mas acabei entendendo um pouco mais dessa vida maluca que as pessoas têm.

Essa insanidade de fazer contas, ter dívidas, correr atrás da máquina o tempo todo para ter coisas e acabar ficando sem tempo para as pessoas que ama e para as atividades que gosta. Aquilo não era – e nunca ia ser – vida para mim por mais dinheiro que se pudesse ganhar.

Nas caronas ficávamos de papo e eu contava minha história. Alguns se mostravam muito interessados na ideia de amor livre. Papo vai, papo vem, acabei dando uns beijos em uma colega. Muito gostosa, mas ficou só naquilo. Uns dias depois um colega que me dava carona comentou que ela contou para ele e me pediu para contar mais sobre isso.

– Quer dizer que você é casada mas se quiser me pagar um boquete seu marido fica tranquilo com isso?

Não quis me demorar muito nos termos. É realmente muito difícil explicar que nunca fui casada. Para a maioria das pessoas é complicado sair do pensamento binário de ou casada ou solteira: existe um universo entre essas duas coisas. Só respondi que sim, já sabendo qual era a próxima pergunta.

– E você quer me pagar um boquete?

Eu nem queria, na verdade. Mas ele era um gato e admirei a coragem. Estávamos em uma viela da cidade baixa, era final da tarde e mandei ele encostar o carro ali mesmo. Ele ficou me dedando enquanto eu mamava. Quando ele foi gozar, tirei da boca e ele melou a camisa toda, foi engraçado. Quando cheguei em casa estava animada para contar para o Bardo, sabia que ele ia gostar, mas ele estava com a visita de um casal que conheceu na rede social de swing.

Eu não sabia ainda mas o Lu, aquele cara sentado no sofá, com uma voz grave e tranquila e um ar de sabedoria seria um dos nossos maiores amigos para a vida toda. Ele nos ensinou a nos organizar como empresa, a cuidar de papelada jurídica e contábil e a desenhar e executar nossos projetos. Ele é um amigo incrível na hora da música, da festa, da putaria e das tretas. Com certeza nossa vida se divide em antes e depois do Lu.

***

Bardo ficava em casa cuidando de tudo. Quando eu chegava sempre tinha alguém por lá, ou do swing, ou do amor livre e eu acabava ganhando uma massagem ou me dando bem de alguma forma. Foi assim no meu aniversário de 29 anos. Cheguei exausta do treinamento e sabia que ele ia aprontar alguma para mim. Estava certa.

Lá estava ele, Labiata – nossa amiga masoquista, mestre Rick e mais algumas pessoas. Cordas, chicotes, velas e brinquedos espalhados pelo quarto dos fundos. O quarto dos fundos era uma casa que ficava depois do jardim, a casa de vidro que seria batizada como O Matadouro.

Não teve perdão. Não me deixaram nem tomar um banho. Suada da caminhada me jogaram no tapete, me amarraram e pingaram velas no meu corpo todo. Deixei rolar. Eram muitas mãos me tocando em todas as partes. Carícias leves com os dedos, pegadas fortes, palmadinhas e bons tapas. Labiata sabia que eu gostava da coisa bem leve e foi coordenando a turma pra ninguém me machucar. Logo ela estava com a boca atolada na minha buceta enquanto os outros me lambiam e chupavam os seios, o pescoço e as coxas. Bardo ergueu a bunda dela e começou a meter enquanto ela me chupava e, quando vi, estava com dois paus na minha cara que revezei na chupada. Foram me amarrando toda e quando eu estava completamente indefesa me ergueram no ar e começaram a revezar minha buceta sem piedade. Um entrava e outro saía, entre lambidas e chupadas das meninas. 

Gozei. Dava jatos de squirt. Labiata se divertia ao meu lado, dando a buceta pro Bardo enquanto alguém pisava na cabeça dela no chão. Pesado, mas ela adorava.

Satisfeita, avisei os meninos que podia terminar. Me colocaram de joelhos e chupei cada um até o fim. Gozaram meus seios e meu rosto, me cobriram de porra. Fui para o chuveiro de vidro com as mulheres que me deram um banho gostoso e delicado. Minha buceta pulsava, assada. Parabéns para mim.

No dia seguinte nem queria levantar, mas fui. Precisava mudar minha situação financeira e era o único caminho que eu via. Aquele quilômetro até o ônibus parecia cada dia maior e mais pesado, ainda mais com a buceta ardendo como estava.

As oportunidades de ganhar o pão de cada dia não paravam de aparecer, mas eu não queria. Era claro que eu queria a grana, queria gastar com um monte de coisas, mas nada parecia ter mais valor do que passar o dia com quem eu amo e fazer novos amigos e amores. Mesmo que para isso tivéssemos que comer só arroz com frango todos os dias de nossas vidas. Eu sabia o que meus amigos e amigas queriam e isso eu tinha pra dar (mas não para vender) de sobra. Meu corpo é nosso, minha buceta era a alma da festa e todo mundo queria dar uma lambida.

Meus trinta anos se aproximavam e eu comecei a entrar em pânico. A voz dos meus pais dizendo que eu tinha que ter tudo até os trinta ou seria uma fracassada começou a gritar com força. Tinha crises de pânico e mal conseguia me concentrar. Era como se eu estivesse caminhando na direção final, da morte de qualquer sonho futuro que eu pudesse ousar. Eu tentei, dei tudo de mim, mas fracassei e aos trinta anos ia ganhar o prêmio de fracassada definitivo.

Não ia deixar isso barato. Se fosse para ser uma fracassada eu ia comemorar isso em alto estilo também. Falei com o dono de uma casa de swing que queria dar uma festa lá. Ele topou e disse que todo o dinheiro dos ingressos seria meu. Comecei a ligar para todo mundo que eu conhecia e distribuir convites.

Fiquei surpresa com a quantidade de confirmações que eu recebia. Desde alunos antigos da escola de música à pessoas que eu jamais imaginaria que iriam à uma casa de swing. No dia da festa estavam todos lá: quinhentas pessoas! Me perguntaram o que eu queria de presente e eu sempre respondia a mesma coisa: miojo. Ganhei mais de 100 pacotes de macarrão instantâneo, sabor galinha caipira (a maioria não acreditou que eu queria isso e me deu outras coisas).

Subi no palco e olhei todo aquele povo. Dava a impressão de que eu tinha dado impressão. As pessoas vieram mesmo. Todo aquele povo das relações livres, do swing, da música, de toda a minha história, todos ali reunidos. Não parecia algo que uma fracassada realizaria. Bardo e eu cantamos e quando terminamos de cantar descobri que ele tinha aprontado uma surpresa para mim: Labiata subiu ao palco com cordas, velas e um homem de mais de dois metros de altura vestido completamente em couro, com um ziper bem no meio do rosto.

Me amarraram no poledance e pingaram velas em mim, me acariciaram e me masturbaram com todas aquelas pessoas assistindo. Não sei o que dava mais tesão: os dedos dela atolados na minha buceta ou os olhares atentos, assustados e cheios de tesão do público presente. Quando terminaram comigo, o homem me pegou com uma mão e me colocou nos ombros como se fosse uma pena, mas eu tinha preparado uma surpresa para o Bardo – que também estava nos trinta anos: oito amigas subiram no palco e pagaram um boquete coletivo para ele ao som de Black Number One do Type O Negative – 11 minutos de música e mamada!

De lá fomos todos para os quartos e eu fiquei na cama coletiva com muita, muita gente mesmo. Todo mundo se pegando, gemidos, suor, saliva, suco de buceta e porra e eu sabia que tinha nascido para aquilo. Muito amor, muito prazer, muita gente sendo feliz sem querer fazer mal à ninguém. Para que mais que isso? Saí de lá realizada e com dinheiro para sobreviver por muitos meses. Larguei a curta carreira de especuladora de negócios imobiliários.

***

Começamos a reunir muitos amigos em casa, mas isso também podia ser enfadonho. Os amigos tinham ciúmes uns dos outros e logo não se davam bem, queriam a gente só pra eles.  O casal do caminhão não gostava dos gordinhos que por sua vez não gostavam do Lu. O pessoal do amor livre não gostava do pessoal do swing, um era alma demais o outro corpo demais e só acabava com ninguém se divertindo.

Bardo e eu também fomos nos chateando com as pessoas. Com a turma do swing sempre tinha treta. Jogos de ego, ciúmes, traições, casais brigando e se separando no meio da suruba, muita regra e não me toques. A turma do amor livre sempre com muito papo e pouca ação, muita semântica, muitos termos que impediam a comunicação com as pessoas comuns – parecia uma bolha universitária que nunca ia sair dali.

Nós queríamos leveza. Pessoas que colaborassem com a paz, com o amor e com o prazer sem se preocupar com as idiotices impostas pela sociedade. Aos poucos fomos nos dando conta que as pessoas tinham mais prazer na violência do que no amor. Mesmo no meio da putaria se valorizava a posse e as relações de poder – e não me refiro às prazerosas como o BDSM ou o cuckold.

Chateados com aquilo fomos fazer o que fazíamos melhor: aumentar o círculo social antes que ele se fechasse ao nosso redor. Começamos a frequentar os bares da Cidade Baixa e da Calçada da Fama e fazer novos amigos e amigas, a maioria deles quadrados ou, como diz o pessoal do swing, preto e branco, ou P&B.

Foi numa dessas que o casal de gordinhos nos levou como penetras pra uma festa de aniversário e quando entrei lá estava ela. Uma deusa que flutuava pelo salão. Os olhos claros, cabelo preto e liso, uma proporção de seios, cintura e bunda perfeita e uma voz poderosa, de arrepiar. Voz é uma das coisas que mais me deixa com a buceta molhada e a dela era do jeito que eu amo: grave e tranquila.  Aquela voz que você quer que te dê bom dia no pé do ouvido. Mas ela era a esposa do aniversariante, que era um desastre, um cara que eu não pegaria de jeito nenhum.

Uma pena mesmo.

Começamos a fazer shows nos bares da cidade e melhorar um pouco nossa condição, mas não durou muito. O incêndio da Boate Kiss tinha deixado os fiscais em polvorosa e os bares estavam fechando um atrás do outro. Em um domingo cedo fomos com um casal de amigos para o Parque da Redenção e lá vimos alguns músicos tocando na rua e passando o chapéu. Por que não tentar? Na semana seguinte voltamos lá com um violão e nenhum equipamento de som. Cantamos e deu certo, tiramos uma grana pra passar a semana. Foi um dia feliz e fizemos um piquenique no lago. Mas as coisas não ficaram mais fáceis. Fazia muito frio no inverno. Chovia. Toda hora algo nos impedia de trabalhar na rua. Conseguimos gravar um CD em casa, fizemos umas cópias e durante a semana saíamos no comércio tentando vender. Deu certo.

Nesse meio tempo, Bardo descobriu uns pornôs super diferentes: eram diretoras, mulheres, fazendo pornô voltado para o público feminino. Ao invés do costumeiro bate estaca de pau entrando em buceta, boca e cuzinho, elas filmavam as carícias, os toques, os beijos e focavam no orgasmo da mulher. Eram verdadeiras obras de arte e Bardo ficou tão empolgado que escreveu uma música para a diretora alemã Petra Joy. Ela amou e a música foi o tema principal do filme S(he) Comes. Isso nos deu um respiro porque ficamos ganhando royalties em euro por um curto tempo. Infelizmente esse tipo de pornô não emplacou e ela parou de fazer novos filmes.

***

Foi em um terça feira a noite que o convite veio dos gordinhos: a mulher linda da festa de aniversário estava nos convidando pra jantar. Sopa de Capeletti – minha favorita – e não dava pra dizer não para comida naqueles dias.

Ela veio nos buscar em casa em um daqueles mini coopers. Nunca tinha andado em um carro desses, cheio de tecnologias, foi uma experiência. Chegamos na casa dela, uma mansão de mármore. Linda, enorme. Os gordinhos nos esperavam lá. Ficamos de papo, tomamos a sopa e ela começou a abrir uns vinhos que logo subiram para a cabeça. Ela começou a contar que tinha se separado e que os gordinhos não paravam de falar de nós, que ela estava muito curiosa. Trocamos mais ideias e os olhos dela brilhavam a cada história que contávamos.

Em algum momento ela se virou pra nós e perguntou, na lata: querem casar comigo? Bardo se encolheu na cadeira, mas logo se recompôs. Parecia uma coisa meio stalker, psicopata, então para aliviar ele foi levando o papo para o lado do sexo. Ela parecia muito afim, mas o plano foi ficando claro: os gordinhos nos colocaram na jogada porque não estavam conseguindo comer ela e pretendiam entrar através de nós.

Se ela não queria eles antes, continuou não querendo e acabamos indo todos embora de mãos vazias. No domingo fomos tocar na rua e quando chegamos em casa ela nos ligou chamando para a casa dela. Mandou um táxi nos buscar e nos recebeu com guloseimas e muito vinho. A coisa escalou rápido. Logo ela e eu estávamos arrancando a roupa uma da outra no sofá. Ela nunca tinha ficado com uma mulher e estava muito curiosa.

Bardo, aquele que não é bobo nem nada (eu já disse isso antes?) ficou na dele e deixou ela curtir o momento gay dela. Ela lambeu cada milímetro do meu corpo, chupou meus seios demoradamente e ficou um minuto olhando para a minha buceta como quem toma coragem para chupar.

Chupou e amou. Não conseguia tirar minhas coxas das orelhas e a língua de dentro de mim. Deu um grito quando eu lavei o rosto dela com um squirt e continuou a chupar por vários orgasmos a fio. No tempo certo, Bardo se levantou calmamente e abriu o zíper da calça. Ele se sentou no sofá. Pau duro como um tijolo.

Puxei ela e nos ajoelhamos na frente dele. Dei uma lambida daquele jeito que adoro – das bolas até a cabecinha – e ofereci pra ela que não pensou duas vezes e foi com vontade.

Já tinha percebido que a língua dela era maravilhosa na minha buceta e o olhar do Bardo para mim quando ela atolou o caralho na boca foi de êxtase. Ele também gostou. Ela mamava com fome, com vontade, como quem não colocava um pau na boca há meses. Bardo colocou os braços atrás da cabeça e relaxou, deixando nós duas em um balé de línguas pelo pau duro dele.

Coloquei ela de pé, de costas pra ele e comecei a beijar aquela boca carnuda e gostosa com gosto de caralho e buceta misturados. Bardo passava a mão na bunda dela de leve, me olhando e admirando, um rabo gostoso, bem redondo, bem firme, uma delícia só. Fui levando ela para o colo dele e ela se sentou bem devagar. Deixou a cabecinha encaixar com leveza, toda molhada, e finalmente soltou e sentou no colo, deixando escorregar tudo para dentro. Ela soltou um gemido muito alto (e meio engraçado). Gozou na entrada, a vadia. Enfiei minha buceta na boca dela de novo enquanto Bardo estocava ela de baixo pra cima, gemendo gostoso. Perdemos a noção do tempo naquela posição deliciosa.

Bardo colocou ela de joelhos no sofá, montou na buceta e a socou com vontade. Ela chorava de tanto gemer e eu só queria ficar ali naquele momento com eles pra sempre – estava apaixonada. Todo mundo gozou gostoso e nos jogamos no sofá. Ela perguntou o que gostávamos de comer e pedimos uma pizza.

Fazia de tudo para nos agradar ao máximo. Perguntou se o Bardo gostava de videogames – e ele adora – então abriu uma gaveta cheia deles (herança do ex), ligou a TV e deixou ele curtindo por lá. Enquanto a pizza não chegava ficamos as duas de papo, mas o tesão voltou rápido demais: quando a comida finalmente chegou, Bardo já estava com o pau atolado entre as coxas dela de novo. Tive que ir atender o motoboy de camisola – tadinho dele.

Metemos por horas e comemos pizza fria. Tudo aquilo parecia um sonho. Aquela mulher linda e fogosa, aquela casa imensa, todo aquele luxo. Pediu para dormirmos lá mas tínhamos nossas responsabilidades. Fez questão de nos levar em casa, bem perto dali. Quando chegamos ela quis descer e conhecer nosso tão famoso matadouro. Mostramos a casa, o jardim, o banheiro de vidro e a casa dos fundos.  O tesão já estava na flor da pele novamente. Ela nos colocou sentados no sofá, um ao lado do outro e nos chupou com leveza e vontade, tomando todo o leite do Bardo antes de ir embora.

No dia seguinte nós éramos só suspiros. Que metida deliciosa, que mulher gostosa. Só queríamos mais. Mas nos comportamos.  Não ligamos, não procuramos, apenas esperamos. Dois dias depois ela ligou pedindo para irmos para a casa dela almoçar. A família toda. Fomos. Ela esperava com mimos e presentes. Passamos a tarde conversando, tocando piano e cantando, tomando café em uma máquina esquisita que ela tinha lá. Quando a noite caiu fomos nos arrumando para ir embora mas ela não deixou. Convidou para ficarmos para o jantar, quase em um tom de ordem. Ficamos. Jantamos e nos preparamos para ir. Convidou para ficarmos à noite. Passamos a noite e nos deliciamos naquela mulher gostosa mais uma vez.

Os três na cama pareciam um só. Ficamos sinérgicos tão rápido que parecia que nossos corpos tinham sido feitos como um encaixe. As posições vinham naturalmente. Eu de quatro, Bardo me socando enquanto eu chupava a buceta dela. Ela sentada no pau do Bardo e eu lambendo ele enquanto entrava e saía dela, sentindo o sabor dos dois. Ela e eu em um meia nove, eu de quatro e Bardo socando meu cuzinho enquanto eu explodia em squirts na boca dela.

Aquilo era o paraíso na terra e eu só queria que durasse pra sempre. Será que dura?