Capítulo 2 – Pelas Costas

Em um pesadelo você corre, se debate e nunca sai do lugar. Era o que parecia essa viagem. Eu já podia ver no céu noturno o clarão da capital ao longe quando o empresário disse que teríamos que ir até a cidade dele, alguns kilometros de volta ao sul.

Paramos, muito contra a minha vontade, em uma das últimas cidades do estado. Conhecemos o escritório do empresário, seus funcionários e sua esposa grávida. Parecia tudo muito bom e legítimo. Ele mostrava fotos impressas dele com artistas famosos e dizia que ia nos colocar nos maiores programas de televisão.

Logo meu pai e eu estávamos no papo. Ficamos hospeados na casa dele dormindo em uma cama de verdade e fazendo alguns shows ao redor enquanto ele organizava as coisas para seguirmos ao sudeste e encontrar o sucesso e a fama. Nesse meio tempo fiquei sozinha com ele muitas vezes e, com a minha coceira cada dia pior, nem percebi que ele me fisgava.

Não era exatamente um homem bonito mas se vestia muito bem, falava com eloquencia e usava bons perfumes. Andava em um carro novo, sempre com algum funcionário atendendo seus pedidos. Me levou em bons restaurantes e comprou roupas e figurinos.

Ele não se insinuava. Ao menos não de uma maneira que eu, boba, podia perceber. Ele não tinha o olhar de diabrete e isso me fazia sentir confortável perto dele o tempo todo. Por outro lado ele também não tinha o olhar de bobo dos meninos. Era outra coisa. A maneira dele me olhar, de falar comigo, de me tratar, tudo isso foi mexendo comigo de uma maneira totalmente nova. Não era aquele fogo rápido que eu sentia o tempo todo e sim algo que foi sendo lentamente construído.

Naquela noite fui bater minha siririca e me peguei pensando nele.  Imaginei ele me beijando e eu sentindo o volume na calça dele. Como será que ele era sem roupa? Ficava pensando nas imagens da bíblia e escolhendo um esteriótipo. Será que um dia eu teria coragem de ver ele nu? Imaginei o pinto dele encostando na minha perereca. Senti um arrepio e gozei.

Me senti esquisita. Nunca tinha pensado em um dos meninos enquanto batia a siririca. Alguma coisa mudou em mim naquele momento. Me deu medo. Puxei o rosário e rezei até dormir.

No dia seguinte encontrei ele sozinho na cozinha fazendo o café da manhã. Fiquei olhando para o chão. Estava completamente envergonhada pelo que tinha feito na noite anterior como se ele soubesse que eu tinha pensado nele daquela forma. Eu tremia e tentava conversar normalmente sem sequer ouvir o que ele dizia. Meu corpo gritava, minha calcinha tornou-se uma poça. Senti o meu cheiro subir até o nariz e fiquei com medo que ele pudesse sentir também. Me levantei da cadeira e tentei sair. Ele segurou meu braço com delicadeza, me levou até ele e me beijou.

Eu derreti.

Era tudo o que eu esperava que fosse. Não o beijo de menino e sim o de homem. A boca firme, com a dose perfeita de língua. Os lábios pareciam de veludo e tinham sabor de mel. O braço forte dele me segurava em pé já não tinha nenhuma força nas pernas. Eu podia morrer ali.

A mão dele começou a passear pelo meu corpo. Passou pelo meu rosto e chegou nos meus seios. Senti um pulsar na minha calcinha e um pouco de suco escorreu pela minha coxa. Ele continuou descendo, pegou na minha bunda e foi vindo para o outro lado. Dentro da minha cabeça havia uma guerra: de um lado todos os meus sentidos se entregando e do outro minha consciência gritando: não, não, não, não!

Tarde demais. As mãos dele já tinham vencido meu vestido, levado a calcinha pro lado e os dedos estavam perfeitamente encaixados bem onde coçava, como se ele conhecesse meu corpo melhor que eu. Comecei a ver tudo colorido como em uma viagem de ácido. Ele não parava de me beijar e seus dedos me acariciavam lentamente.

Gozei na mão dele.

Abracei ele tentando sentir o volume na calça e não encontrei nada. Estranho. Seria coisa de menino? Olhei pra ele por um segundo e ele me devolveu um olhar sereno, confiante, sem dizer nada. Saí da cozinha e me tranquei no quarto. Bati siririca até a hora do almoço.

***

Não foi só eu quem ele ganhou. Meu pai, que não confia em ninguém, passou a deixar ele sozinho comigo por muito tempo. E eu parecia uma viciada. Ficava de olho em quando meu pai e a esposa dele estavam longe e procurava por ele. Queria mais daquele beijo, daquele aperto seguro, daqueles dedos me fazendo escorrer suco pelas pernas.

Nesse dia ele apareceu com um carro esportivo, desses envenenados, e me levou para uma pista de corrida. Voamos no asfalto, dando cavalos de pau e dirigindo perigosamente. Eu estava apaixonada pela adrenalina. Mais tarde, escorada no carro, ele me beijava, passava a mão no meu corpo e me fazia gozar com os dedos que nunca me penetravam. Ele olhou ao redor, levantou minha blusa e pela primeira vez colocou a boca nos meus seios.

Derreti e gozei na hora.

Ele me lambia bem devagar, demorando para chegar nas auréolas e finalmente nos bicos. Ficou ali me chupando e lambendo e eu sentindo o meu suco descer até os joelhos. Comecei a tremer e não me aguentei: levei minha mão até a calça dele tentando sentir o volume. Ele deu um pulo para trás, me pediu calma. Me deu mais um beijo e voltamos para casa.

Quase desmaiei de tanta siririca. Meu corpo estava pedindo mais alguma coisa que eu não sabia o que era.

***

Eu queria morrer quando meu pai chegou dizendo que antes de irmos para São Paulo de vez precisávamos voltar para a colônia. Que ódio. Que desgraça de viagem que não termina nunca. E o pior: eu ia ficar longe dos meus beijos e gozadas. Peguei minhas coisas fervendo de raiva e entrei na Caravan. Nem um último beijo pude dar.

Cada kilômetro da viagem de volta parecia um ano. O asfalto era piche líquido agarrando os pneus. A paisagem ia ficando cinza e turva em cada uma daquelas cidades que eu pretendia nunca mais ver. Passei por cada restaurante do caminho pensando que todo aquele esforço tinha sido em vão. Na minha cabeça acusava meu pai de fraco, de covarde. Eu não queria voltar.

Quando chegamos abracei minha mãe com raiva. Menstruação que chama, não câncer, não é? Nem contei para ela o que passei. Vi meus irmãos bem maiores, já fazia mais de um ano que não os via, crianças mudam rápido. Fui para o meu quarto, deitei na cama e chorei. Fracasso.

Meu pai falava do empresário, falava de ir para São Paulo e não agia. Começou a tocar ao redor de casa de novo. Maldita colônia. Nos dias seguintes queriam me mandar de volta para a escola. Era o ápice da derrota. Ver aquelas pessoas de novo, conviver com elas. Quis colocar uma faca na mochila e estrebuchar a primeira idiota que viesse me enfrentar. Eu precisava fazer por mim.

Era impossível dormir porque meu corpo queria os beijos e os dedos dele em mim. Nem minha siririca parecia dar conta mais. Estava triste, deprimida, derrotada. Nada mais fazia sentido. Ia para a missa no domingo muito a contragosto, como se estivesse indo lá só para me verem mais de perto, para me dizer que sabiam o que eu andava fazendo.

***

Acordei com a voz dele. Levantei rápido e ele estava em pé na sala falando com meu pai. Não me esqueceu! Fui muito além das minhas forças para não voar nele e dar um beijo. Depois de acertar os negócios ele me chamou para jantar e meus pais deixaram.

Eu tremia ao lado dele no carro. Ele sereno como se tivesse me visto ontem. Me levou no restaurante mais legal da cidade e eu mal consegui tocar na comida. Queria outra coisa e sei que ele sabia. Conversamos sobre ir para São Paulo e que ele estava com tudo pronto. Fiquei feliz. Ele estava me levando de volta para casa e eu comecei a entrar em desespero. Ao invés de me beijar me mostrava uma cantora no rádio do carro, super moderno, com CD Player. Laura Pausini. Me falava de como ela cantava em vários idiomas e que eu precisava aprender inglês, espanhol e italiano se eu quisesse ter uma carreira de sucesso como cantora um dia.

Aquilo não era sertanejo raiz e eu gostava. Era um som gostoso, apaixonado, que mexia comigo. Parecia muito mais legal. Com certeza meu pai nunca ia concordar com aquilo. Eu queria aprender.

De repente ele encostou o carro. Me puxou e me beijou. Juro que eu gozei só com o beijo. O banco do carro estava encharcado. Tentei levar a mão na calça dele mas ele se esquivou. Me deu um pouco de raiva dele e fui em silêncio para casa, ouvindo a música.

***

Fui com minha mãe ver as amigas dela. Com meu pai em casa ela não se atrevia a receber elas lá. Imagina se meu pai escuta as conversas. Comigo mais velha elas não se importavam tanto em falar sobre sexo. Com a boca cheia de pintos e pererecas davam risada contando histórias dos maridos que não ficavam com o pinto duro e dos homens que tinham que procurar para ficar. Minha mãe não contava nada. Ou não tinha histórias ou não queria que eu ouvisse.

Em um momento minha orelha ficou em pé.

– Tomei todo o leitinho – disse uma delas falando sobre chupar um pinto. Como assim, leitinho? Isso eu não tinha ouvido falar nem visto nas figuras da bíblia e era bastante bizarro. Sabia de leite de vaca, de cabra, até de búfalo mas de homem não. Sabe que até faz sentido? Se o pinto é como uma teta de vaca, por que não daria leite?

Também falavam da vizinha que estava grávida. Que o filho não era do marido e sim do vizinho. Que ela estava “dando” para ele fazia um tempo. Dando era um termo que eu demorei para entender. Quando você diz que uma pessoa dá para a outra e não diz o que ela está dando, é sexo.

Ainda não foi nesse dia que eu fiz a conexão entre sexo e gravidez.

***

O empresário chegou na minha casa cedo da manhã e tomou café com meus pais. Pude ouvir que tentava convencer meu pai a ir logo. Tomei o café e fui para a escola. Quando voltei para o almoço ele ainda estava lá. Meus pais saíram e me deixaram sozinha com ele. Finalmente! Nos escondemos dentro do banheiro e me beijou. Tive que segurar um choro, meu corpo estava implorando por aquilo por tempo demais. Peguei a mão dele e levei direto para minha perereca.

– Que bucetinha gostosa. – ele disse. Bucetinha? Essa era nova.

Apertei ele contra mim para sentir o volume. Não senti. Chega! – Pensei. Fui com a mão com vontade e ele não conseguiu me segurar. Furiosa, abri o zíper da calça e revelei o primeiro pinto que eu veria na vida. Não era exatamente do tamanho que eu esperava, parecia bem menor que os da bíblia. Sem saber muito bem o que fazer, peguei na mão.

Era quentinho. Duro e macio ao mesmo tempo como tinham me contado. Mexi nele e ele gemeu. Eu sorri. Posso fazer ele gemer também. Ele com os dedos na minha bucetinha gostosa e eu com a mão no pinto dele. Nos beijamos. Será que ele sente assim gostoso como eu sinto também?

Enquanto beijava ele fiquei pensando em tudo o que eu imaginava nas minhas siriricas e, sem dar tempo para que ele pudesse reagir, me ajoelhei e enfiei na boca. Ele tentou ir para trás mas não conseguiu. Me pediu calma e começou a me dizer como fazer. Cuidado com os dentes – o mais importante. Não pode ter dentes nessa brincadeira.

Então me disse para imaginar um sorvete e chupar e lamber como se fosse um. Segurando na mão comecei a lamber. Lambia a ponta que era mais escura que a outra parte. Depois lambi mais embaixo até o início e quando ergui vi a coisa mais esquisita do mundo ali. Um saco enrugado. Não tinha prestado atenção nessa parte da bíblia depois vi mesmo que estava lá.

Ignorei isso e voltei lambendo até em cima colocando ele dentro da minha boca de novo. Ele gemeu e eu gostei de ouvir. Comecei a colocar para dentro e para fora da boca deixando bem molhado só para ouvir ele gemer mais.

De repente ouvi passos no piso de madeira. Meu pai entrava na casa. Olhei para o empresário apavorada e ele só colocou o indicador na boca, me pedindo silêncio. Depois de mais um pouco de barulho ele se foi. Eu tremia, adrenalina pura.

Sem tirar a mão do pinto dele, coloquei de volta na boca. Ainda estava quentinho, duro e macio. Voltei a chupar para ouvir ele gemer. Quanto mais rápido e forte eu chupava mais ele tremia e gemia e eu estava me divertindo muito com aquilo. Minha bucetinha pingava no chão.

Senti o pinto começar a pulsar na minha mão. Ele segurou meus cabelos e começou a gemer bem diferente. Senti minha boca ficar toda molhada e quente com um jato. Mesmo assustada não parei. Senti mais um jato bater no céu da boca. Um gosto forte e ácido tomou conta da minha língua. Mais um jato. Ele olhava para mim totalmente grogue.

Minha boca estava cheia. Cuspi um poquinho no chão. Um líquido branco. O leite? Ele olhou para mim e sorriu, parecia que aquilo estava certo. Olhei nos olhos dele e abri minha boca para ele ver lá dentro. Estava cheia. Ele sorriu ainda mais. Ainda olhando para ele fechei a boca e engoli. Lembrei da amiga da minha mãe e pensei:

– Tomei todo o leitinho dele.

Ele foi embora e eu deitei na minha cama. Fiquei sentindo o gosto na boca e ao mesmo tempo sentindo como se uma poderosa energia estivesse dentro de mim, parte de outra pessoa que me dava forças para continuar qualquer coisa. Eu sentia algo parecido com os beijos e amassos mas aquilo era surreal, incrível, como se aquele líquido dentro de mim fosse um tônico de super poderes.

***

Dormi naquela noite um sono gostoso como há tempos não via. Acordei cantarolando e fui para a porcaria da escola sem ligar para as meninas ainda querendo me bater, para o professor de química pedófilo que regia o coral infantil, para aquelas pobres professoras sem nenhuma visão de mundo ensinando coisas que ninguém nunca ia usar. Na verdade não ligava nem se meu pai ia para São Paulo mais se que eu ganhasse meu leitinho todos os dias.

Os próximos dias foram difíceis. Não conseguia um minuto sozinha com ele e aquele poder foi desvanescendo. Comecei a dormir mal de novo e ficar triste. Não ia dar para continuar assim. Em um minuto que meu pai foi ao banheiro eu disse ao empresário: – me encontra no shopping amanhã depois da escola.

Sem pensar nas consequências fugi no final da aula para o ponto de encontro. Ele estava lá. Entrei no carro e pedi para irmos para algum lugar mais discreto. Ele olhou para mim muito sério e perguntou:

– Você tem certeza que quer fazer isso? Daqui não vai ter volta. – Só respondi que sim com a cabeça. Meu corpo todo tremia e eu precisava de mais daquela energia. Eu queria chupar ele de novo e tomar tudo outra vez.

Ele dirigiu até a cidade vizinha e entrou em um motel. Motéis não eram novidade para mim porque eu cansei de dormir neles na beira da estrada quando o carro não dava mais. Eu só não fazia a menor ideia do que acontecia lá dentro.

Entramos no quarto e fui arrancando minha roupa e a dele aos beijos. Devagar e firmes suas mãos passeavam onde queriam em mim ligando cada nervo. Pegou devagar nos meus seios e eu não pude resistir quando ele puxou minha blusinha para baixo e começou a mamar neles. O hálito quente, a saliva, a língua áspera nos biquinhos. Eu entrava em êxtase e minha buceta tornou-se puro suco.

Depois de quase me fazer gozar só chupando meus biquinhos foi descendo com a mão e começou a me masturbando por cima da calcinha. Aos poucos foi tirando ela pro lado e foi me estimulando. Minha buceta já escorria nos dedos dele e estava latejando, pedindo e implorando para conhecer a sensação de um pau quente e duro escorregando pra dentro dela.

Passando a mão pelo corpo dele, desci e peguei no pau. Estava muito duro e eu tremi de nervosa. Comecei a abrir o cinto dele, abrir o zíper, baixei a cueca e finalmente senti aquela pele quentinha na minha mão. Comecei a punhetar ouvindo o gemido no meu ouvido sentir me lamber o pescoço e me masturbando sem parar.

Me pegando pelos cabelos me colocou de joelhos na frente dele e mandou colocar na boca. Olhei para aquele pau gostoso bem na frente do meu rosto. Era tudo o que eu queria. Abri minha boca, peguei com a mão e aproximei. Senti um cheiro suave e atraente e que também ia amar pro resto da vida.

Coloquei ele na minha boca e vi estrelas. Que sensação gostosa daquela pele macia e dura ao mesmo tempo na minha língua. Ele falava putaria mandando eu mamar, para babar bastante, deixando bem molhado.

Me pediu para lamber bem a cabecinha e depois lamber ele todo. Depois puxou ele pra cima e me deu as bolas que tinham uma textura gostosa e um sabor delicioso, todo raspadinho, sem pelos. Lambi por muito tempo e depois voltei a mamar o pau.

Querendo o leitinho e comecei a chupar rápido e forte em movimentos repetidos. Ele segurou meus cabelos e começou a foder minha boca. Mesmo engasgando um pouquinho eu estava amando aquilo tudo. Segurava as bolas dele enquanto ele colocava o pau inteiro lá dentro.

Foi quando senti elas pulsarem muito forte, ele gemeu bem alto e minha boca começou a se encher com o leitinho delicioso. Olhei bem nos olhos dele, abri a boca para mostrar ela cheia e engoli tudo em um sonoro gole. Ele sorriu de novo, parecia gostar muito de quando eu fazia aquilo.

Soltando meus cabelos me deu um beijo no rosto e sentou em um sofá, respirando forte. Eu ainda estava recém começando, cheia de tesão. Fui até o sofá e fiquei alisando. Ele gemia quando eu encostava no pau. Então peguei a mão dele, coloquei na minha buceta e fiquei gemendo em pé enquanto ele me masturbava. Gozei muito gostoso ali e não queria parar. Sabia que tinha mais alguma coisa só não sabia bem o que era. Foi quando tudo ficou diferente. Eu era muito inexperiente. Nunca tinha visto um filme pornô e mesmo o que minhas amigas tinham me dito não era o suficiente pra saber.

Sem sequer ficar de pau mole ele descansou um pouco e me colocou de joelhos no sofá, de costas pra ele. Eu me assustei um pouco e disse pra ele que eu nunca tinha feito. Ele me acariciou e, segurando o pau bem na minha bunda perguntou se eu tinha certeza que queria fazer. Sentindo a cabecinha quente e pulsando entre minhas nádegas não tinha outra resposta para dar.

Ele começou a me masturbar ainda mais forte com os dedos e eu senti a ponta fazer caminho entre as bandas. Sem tirar o dedo da minha buceta, senti que entrava apertado, devagar, como se meu corpo dificultasse o que eu queria.

Eu tremia e suava, comecei a sentir uma vertigem e tudo ficou colorido diante de mim. O corpo dele colado no meu enquanto aquele calor entre minhas pernas passava uma energia forte e gostosa até que finalmente senti meu corpo ceder e a energia dele toda dentro de mim. Gozei. Minha buceta explodiu em um violento jato contra o sofá, molhando tudo.

Senti a virilha dele colar na minha bunda. Lento e carinhoso ele tirou quase tudo e empurrou de novo. Era muito apertado, um pouco doloroso e desconfortavel e ao mesmo tempo muito quente e agradável. Escorei meus cotovelos no sofá, empinei bem e esqueci do mundo ali enquanto ele entrava e saía.

Depois de meter por muito tempo começou a gemer alto e uma ideia que não tinha me vindo a cabeça ainda me atacou: ele vai colocar o leite dentro de mim? Aquilo me deixou tão excitada que minha buceta começou a esguichar sem parar no sofá criando poças ao redor dos meus joelhos. Entrei em um orgasmo initerrupto até que ele gemeu ainda mais alto e, me segurando bem firme, enterrou o pau inteiro e começou a tremer.

Senti o primeiro jato bater fundo, depois outro e mais um. Foi a melhor sensação que eu tive na vida até aquele momento. Estava com a minha bucetinha cheia de leitinho.

Me virei, dei um beijo nele e me arrastei até a cama sem sentir minhas pernas. Ele veio e deitou atrás de mim, encaixado. Aquela energia dentro de mim parecia pulsar, uma força incrível e eu sentia vontade de me levantar dali e enfrentar o mundo que fosse. Me sentia pronta para qualquer guerra.

Fiquei ali curtindo o momento. O calor dele nas minhas costas e o leite dele escorrendo de dentro de mim. Não pensei no meu pai me arrebentando de porrada a hora que eu chegasse em casa ou minha mãe ligando para a polícia porque eu não voltei da escola. Levei minha mão até minha buceta para pegar o leitinho que escorria mas não achei nada. Deslizei meu dedo para dentro mas estava tão apertado quanto da primeira vez que tentei e meu dedo não entrou.

O pau dele era mais grosso que meu dedo mas não estranhei, talvez fosse assim mesmo, talvez não fosse lugar para dedo. Passei o dedo nas minhas coxas e encontrei o leitinho ali, deslizando de mim para o colchão.

Senti o pau dele duro na minha bunda de novo e empinei. Ele me segurou pela cintura e senti aquela pressão forte entre as minhas nádegas. O calor tomou conta de mim tão gostoso quanto antes. Fiquei ali deitadinha de lado, quietinha, enquanto ele empurrava para dentro e puxava para fora de mim. Os dedos dele sempre na minha coceira, sempre me acariciando e arrancando o suco que escorria pelas minhas coxas e molhava o colchão.

Perdi a noção do tempo ali. Meu corpo estava entorpecido de prazer sentindo aquele calor e energia gostosos tomando conta. Ele começou a gemer daquele jeito que avisava que o leitinho estava vindo e empurrei minha bunda contra ele com força. Senti o jato me preenchendo novamente por uma, duas, três vezes. Gozei de novo. Desmaiei.

Acordei com o barulho do chuveiro. Me recomendou que não lavasse meu cabelo pois não ia secar a tempo. Entramos no carro e me levou em casa. Quando cheguei meus pais me esperavam na porta vermelhos de raiva. Não gritaram comigo porque eu estava com ele e não tinha como avisar. Fui direto pro meu quarto e, acredite, bati uma siririca.

***

Como assim foi embora? – Perguntei para o meu pai. Estava nos esperando em uma cidade ao lado de São Paulo para lançarmos nossa carreira lá. Shows marcados, entrevistas em rádios e TV, estúdios de gravação e tudo o mais. Comecei a arrumar minhas malas e meu pai não. Como assim não? – batia o pé no chão e chorava. Meu pai tinha muita coisa para resolver ali antes de sair assim, do nada.

Fui para a escola enfurecida. Sentada na frente, nerd, tirando notas altas, só mais uma razão para ser odiada. As professoras me tinham como exemplar e eu pensei que valia a pena tentar um truque. Escrevi um bilhete dizendo que precisava de uma transferência pois ia mudar para São Paulo. Escrevi SÃO PAULO em letras garrafais para dar mais ênfase e teria colocado dois Pês se fosse possível. Assinei e levei na direção.

Me deram a transferência sem questionamentos.

Cheguei em casa, arrumei as malas, o equipamento de som e coloquei tudo na porta. Quando meu pai chegou mostrei o documento e comecei a colocar as coisas no carro. Normalmente eu teria levado uns bons tapas pela insolência porém, quando vi, ele arrumava as malas dele. Minha mãe bateu o pé e brigou dizendo que não confiava no empresário. Meu sangue ferveu e tive que segurar a língua.

Abracei minha mãe, meus irmãos e minha irmã recém nascida e entrei no carro. Agora vai!

***

Dessa vez sem paradas. Enchemos o tanque e pé na tábua. A Caravan voava pelas rodovias federais em direção a São Paulo. Eu olhava de novo para cada restaurante e lembrava de cada beijo, cada amasso, cada mão na bunda, tudo aquilo que me preparou para o dia em que eu finalmente gozei com o pau de um homem dentro de mim. Eu pensava na cidade grande e nos palcos em que eu ia subir. Pensava em conhecer os grandes artistas e ser uma também. Tudo ia ser realizar em breve. Todos os meus sonhos.

Dirigimos a noite toda e chegamos pela manhã. Não era São Paulo ainda, era uma cidade satétile e era muito maior do que qualquer lugar que eu já havia visto na vida. Trânsito, ônibus enormes e calçadas lotadas de pessoas. Vi as lojas e restaurantes que eu via na televisão. Será que eu ia ver alguém famoso?

Atravessamos aquilo tudo e fomos indo para uma outra cidade menor logo depois. Fui me decepcionando ao ver a mesma coisa que eu já conhecia. Passamos por ali e fomos para um lugar ainda menor, parecia uma colônia.

Por favor, não.

Depois de alguma estrada de chão finalmente chegamos em um sítio. Era um lugar enorme. Tinha uma casa grande de fazenda, uma piscina e um lago. Muros enormes cercavam todo o lugar. O empresário estava lá me esperando e assim que pude fugi com ele para um canto, beijei ele com vontade e ergui meu vestido. Ele me virou contra a parede, cuspiu na mão, molhou o pau e pressionou ele contra minha bunda. Senti um desconforto que logo cedeu e ele foi rápido dessa vez, gozando sem gemer e deixando minhas coxas escorrendo leitinho.

Fui conhecer meu quarto, organizar minhas coisas e logo ele me chamou para sair. Me levou para um shopping imenso, absurdamente maior do que aquelas lojinhas da colônia. Me deu um vestido brilhante azul e um par de sapatos incríveis com um salto fino e alto. Eu parecia uma princesa andando pela loja. Esse era meu novo figurino para os shows.

No dia seguinte já tocamos e não era o que eu esperava. Um palco pequeno, poucas pessoas, não mais do que eu estava habituada a fazer no restaurante. Reclamei. Ele pediu paciência e disse que até chegarmos aos grandes palcos levava tempo. O importante é que estava no lugar certo. Aquele vestido e aquele salto definitivamente não combinavam com aquele lugar.

Escondida do meu pai eu também ouvia Laura Pausini e decorava as letras. Durante os shows cantava o sertanejo me imaginando cantando Strani Amori ou La Solitudine com milhares de pessoas à minha frente erguendo isqueiros e gritando: Vanessa! Vanessa! Eu só não sabia como ia dizer para o meu pai que queria cantar essas músicas. Ele tinha uma opinião muito sólida sobre outros estilos.

Alguns dias depois um caminhão de mudanças chegou no sítio. Nele, minha mãe e meus irmãos. Não podia estar mais feliz, foi muito rápido! Eu imaginava que eles só viriam quando eu fosse famosa e ter eles ali assim era muito bom. Meu irmão começou a fazer aulas de violão no conservatório perto dali e estava promissor.

O empresário corria para lá e para cá. Nos levou nas rádios, nos canais de televisão menores e até no Mosh, o maior e mais famoso estúdio onde todos os grandes artistas gravaram. Lá conheci algumas pessoas famosas, entre elas a Rosana que cantava O Amor e o Poder. Ela chorava em um corredor e eu quis me aproximar mas um funcionário me olhou e disse que ela era muito dramática. Nunca esqueci do rosto dela ali.

Gravamos um álbum e começamos a viajar nas cidades ao redor ainda tocando em shows pequenos e médios. Cantamos em rodeios e festas de igreja católica. Tudo aquilo, dizia o empresário, ia nos levar aos grandes palcos mais cedo ou mais tarde.

***

Aquelas semanas foram como um sonho. Cantando com aquela roupa linda e aqueles sapatos em palcos cada dia maiores. Conhecendo famosos, gravando em um grande estúdio e dando entrevistas. Quando chegava no sítio sempre dava um jeito de fugir para o jardim, para o banheiro, para algum quarto desocupado com ele e me encher de leitinho. Ele gostava de me colocar ajoelhada no sofá, contra a parede, de quatro, sempre empurrando minha bunda e com os dedos me arrancando suco. Se não tinha muito tempo eu chupava e tomava tudo antes que alguém chegasse.

Comecei a ir para a escola. Era na cidade pequena ao lado e tinha que pegar um ônibus. Eu estava morrendo de medo do que ia acontecer. Com minha fama crescendo na região com certeza iam me matar dessa vez. Mas não – Essa é a Vanessa, ela é uma cantora muito talentosa – disse a professora. Meu corpo travou e esperei os olhos de inveja e raiva. Recebi sorrisos e meus colegas brigavam para ver quem ia sentar perto de mim. Elogiaram minha beleza, meu cabelo e pediram para me ouvir cantar. Que lugar é esse? Isso é incrível!

Logo estava andando para todo lado com um grupo enorme de amigos. Entre esses amigos dois meninos bobos ficavam fazendo graça para chamar minha atenção. Eu olhava para eles e ria, pensando no beijo babado e com dentes que eles me dariam se pudessem e que nem imaginavam do que eu já brincava.

Um deles era completamente idiota mas o outro era bonitinho e tocava violão. Me apresentou o Legião Urbana. Senti uma coceirinha e talvez ele tivesse chance. Eu estava completamente feliz e realizada. O que mais uma garota como eu poderia querer?

***

Funcionários entravam e saíam do sítio o tempo todo. Caixas de CDs, cartazes, faixas e materiais de divulgação para todos os lados. Minha mãe enfurecida com o empresário que estava usando ela de funcionária obrigando ela a lavar e passar suas roupas finas. Eu ensaiava. Sertanejo com meu pai e Laura Pausini quando podia.

Sempre que saíamos juntos, o empresário e eu, ele falava sobre como eu poderia ser muito mais famosa se cantasse músicas internacionais. Me apresentou Sarah Brightman, Celine Dion, Cher e outras cantoras de renome. Era um universo completamente novo e incrível. As músicas eram vivas e emocionantes acompanhadas de orquestras, guitarras e instrumentos eletrônicos. Eu estava apaixonada.

Me sentia dividida. Cantar essas músicas incríveis significava me desligar do meu pai. O empresário me dizia que ele estava ficando velho e cansado e que em alguns poucos anos ninguém mais ia escutar música sertaneja.

Com o passar das semanas fui percebendo que ele ia perdendo a paciência com aquilo. Ele queria investir em mim, era a coisa certa a se fazer. Não no meu pai. Aos poucos fui percebendo o olhar dele se tornando aquele olhar de diabrete que eu odiava nos homens. Hoje penso que ele tinha mais fé em eu estar perdidamente apaixonada por ele quando na verdade eu nunca estive.

Adorava como ele pressionava minha bunda e me enchia de leite me fazendo gozar com os dedos. Gostava dos passeios e dos inúmeros presentes. Gostava também de olhar para os meninos na escola e ainda batia siriricas imaginando os cantores famosos que eu gostava.

Naquela noite o show foi uma porcaria. O lugar era feio, mal arrumado. Meu vestido gritava que eu estava longe do lugar certo e o sapato machucava meu pé. Cantamos em um palco na altura do chão com o público sentado em mesas ao redor. O empresário parecia alterado. Brigava com os funcionários, xingava os garçons. Olhava para mim com um olhar pior do que diabrete: os olhos grandes, as pupilas dilatadas e falava cuspindo. Me lembrou aquele homem que me atacou no banheiro.

O show terminou, os funcionários recolheram o som preferi ir com meu pai para a Caravan. O empresário me pegou pelo braço e me colocou no outro carro. Em um dia normal eu iria chupando o pau dele até o sítio. Naquele dia ele estava muito irritado. Insistia dramaticamente que eu precisava decidir minha vida. Precisava deixar meu pai, ficar com ele e me tornar a grande cantora que estava destinada a ser. Fiquei assustada e parei de responder.

Isso deixou ele ainda mais irritado. Aquela elegância toda, o jeito calmo de falar e levar as situações desapareceu completamente. Fechando a mão deu um soco no pára-brisa que se quebrou. Enfurecido – olha o que você me fez fazer – acelerou o carro e fez sinal para que o outro carro parasse. Desceu, foi até a janela da Caravan e deu um soco no rosto o meu pai, que desmaiou. Senti todo o sangue sair do meu corpo e comecei a tremer apavorada. Ele voltou até o carro e se jogou em cima de mim.

– Isso termina agora.

Abriu o porta luvas e pegou uma arma. Começou a caminhar de volta até a Caravan. O tempo ao meu redor parecia em câmera lenta. Ele abriu a porta do carro e apontou a arma para o meu pai. Sem perceber, eu descia do carro e caminhava na direção dele, a ponta do salto fino enterrando no barro. Olhei para o rosto do meu pai que parecia uma bola, todo inchado. A boca sangrava. O empresário puxou o cão do revólver e meu pai olhava nos meus olhos.

Foram anos cantando juntos. Nesses anos todos quantas longas conversas tivemos durante as músicas só com o olhar. Contávamos piadas, ríamos de alguém e avisávamos do perigo. Em milésimos de segundos meu pai me arrancou do transe em que eu estava. Acordei e me vi naquela cena horrível.

Fui até a porta do carro e empurrei ela contra o empresário. Ele se desequilibrou e empurrou a porta de volta, me derrubando no chão. Me olhou furioso – você não entende. Meu vestido estava coberto de barro. Vi meu sapato no chão, todo sujo, a ponta fina reluzia contra o farol aceso do carro. Em um ímpeto me levantei, peguei o sapato e enterrei o salto na testa dele que cambaleou. Empurrei ele contra a beira da estrada onde caiu na valeta.

Meu pai me olhou de novo. Corri para dentro da Caravan e arrancamos. Eu matei ele, pensei. Pisando fundo e deslizando no barro chegamos de volta ao sítio e trancamos o portão. Meu pai pegou o revólver no quarto e sentou na varanda com minha mãe. Ninguém dormiu naquela noite.

***

Os funcionários não apareceram no dia seguinte e em nenhum dia mais. Algumas semanas depois vimos na televisão uma quadrilha de bandidos que tinha sido presa. Era ele, a esposa grávida e os funcionários. Entre os policiais que prendiam ele estava um dos funcionários que andava comigo o tempo todo. Era um policial disfarçado? Com quem eu estava envolvida?

Com o dinheiro que fizemos com os shows meu pai conseguiu comprar uma casa ali perto e nos mudamos para lá. Fomos atrás dos contratantes e conseguimos manter nossa agenda de shows em lugares pequenos, rodeios e igrejas. O sonho da estrela musical ficou distante novamente.

Continuei frequentando a escola e andando com a turma de amigos. Tudo ali era tão melhor que na colônia. Conheci novos estilos de música e comecei a ler outros livros que não eram a bíblia. Gostei tanto de ler que consegui um emprego de meio período na biblioteca onde podia ficar em silêncio e cercada de livros.

Um dos meninos bobos ia sempre lá me ver. Ele era bonitinho mesmo e eu voltei a me divertir com aqueles flertes bobos como se nunca tivesse vivido mais do que aquilo. Ficávamos de papo na escola e depois da aula e no domingo depois da igreja. Foi em um desses domingos pela manhã que saímos para caminhar em um parque ao redor de uma lagoa. Ele me disse que aquele lugar ficava lindo a noite, com a lua banhando as águas. Combinei que um dia iria fugir com ele até ali. Nos beijamos. Um beijo doce de menino, sem aquela energia de homem, mesmo assim muito gostoso.

Minha mãe não aguentava mais aquele lugar. Ela gostava da vida na colônia entre os alemães e italianos e nossos vizinhos ali eram muito diferentes disso. Paulistas, nordestinos, mineiros, um povo animado e festeiro que tomava a rua com suas músicas estranhas e comidas com cheiro esquisito. Meu pai tentou segurar mas não teve jeito: lá se foi o caminhão de mudanças de volta para o sul. Eu? NEM PENSAR. Fiquei para trás, sozinha. Ninguém nunca mais ia me fazer voltar para aquele inferno. Continuei minha vida indo para a escola e trabalhando na biblioteca esperando meu pai voltar para continuar a cantar.

Sem meus pais por perto ficou fácil fugir para o parque à noite. Nos encontramos atrás das árvores. A lua realmente estava linda refletindo no lago. Nos beijamos de novo e meu corpo estava tremendo, pedindo, implorando há semanas por um leitinho onde quer que fosse. Não sentia falta do empresário, nem pensava nele mais, sentia falta daquela sensação gostosa.

Confesso que estava preocupada dele perceber o quanto eu era experiente e não teve jeito, não consegui disfarçar. Prensei ele contra a árvore e abri o zíper da calça. Ele tremeu e me olhou assustado. Talvez dessa vez quem estava com o olhar de diabrete era eu. Me ajoelhei e baixei a cueca.

Opa.

Aquilo eu também não tinha visto na bíblia. Era um pinto, definitivamente, porém muito, muito maior do que o do empresário. Era tão grosso que minha mão mal fechava e tão comprido que quando tentei colocar na boca ele mal coube. Eu não imaginava que pudesse ser desse tamanho.

Chupei. Ele tremia todo, as bolas pulsavam intesamente. Era muito mais gostoso de chupar ele grande assim, que divertido! Não cabia na boca então eu lambia ele pelos lados e por baixo até o saco e voltava. Bati ele no meu rosto. Dei risada. Continuei chupando com vontade e um pensamento me veio a cabeça: será que isso cabe em mim?

Molhei imediatamente. Me levantei e beijei ele de novo. Ele estava estático, sem reação. Escorei minhas mãos na árvore como estava habituada a fazer e virei a bunda para ele. – Vai. – Ele me fez um carinho de leve nas costas e passou a mão nas minhas nádegas. Fiquei esperando aquela coisa enorme vir até mim. Esperei mais um pouco. Me virei e ele estava parado ainda.

– O que foi? Vem! – fiz sinal apontando minha buceta.

Sem falar nada ele me pegou e me virou para ele. Me beijou de novo, demorado. Com muito carinho foi me deitando na grama e se deitou em cima de mim. Me beijou de novo. Aquilo estava gostoso e o pau dele roçando na minha coxa estava me deixando louca.

De repente ele parou e levou a mão até o bolso da calça. Pegou um chiclete e abriu. Não era um chiclete, era um plástico redondo que eu nunca tinha visto. Pegou aquilo e colocou no pau como se estivesse ensacando o membro. Com medo de parecer uma idiota não perguntei. Ele voltou a me beijar e abriu minhas pernas. Entreguei sem resistência.

Toda molhada, ele me beijando e acariciando meus seios, finalmente encostou o pau na minha coceira. Dei um pulo. Isso era novo para mim também. O empresário só colocava o dedo ali e sempre vinha pela bunda. Abracei ele e fiquei esperando para ver o que ele ia fazer. Senti o plástico encaixar um pouco mais para baixo e ele empurrou.

Senti um desconforto enorme e muito diferente do que eu sentia com o outro. Senti meu corpo resistir e um pouco de dor. Depois de algum tempo relaxei e finalmente senti a virilha dele na minha. Isso também é novo. Estava muito apertado e completamente diferente. Seria o tamanho? Ele não demorou muito para começar a gemer daquele jeitinho e me encher de leite.

Ou não?

Não senti o jato quente dentro de mim. Ele puxou para fora e vi o plástico cheio do líquido branco. Que porcaria é essa? Levei a mão até minha buceta e ela estava completamente diferente, toda aberta e com um pouquinho de sangue. Fiquei completamente confusa.

Precisava perguntar. E se ele me achasse uma idiota? Me cobrindo com o vestido enquanto ele tirava o plástico do pau perguntei: por que não me deu o leitinho? Ele me olhou assustado. Devo ter falado uma grande besteira. Ele relaxou e riu. Disse que me respeitava e não queria me engravidar.

No dia seguinte lá estava eu na biblioteca procurando pelos livros. Depois de algumas horas de pesquisa descobri que o leitinho se chamava sêmen e que quando entrava no útero pela vagina fazia a mulher engravidar pelo encontro dos espermatozóides com os óvulos – olha quem sabe todas as palavras!

A camisinha, aquele plástico fedido e que me separava do leitinho impedia que eu ficasse grávida. Se é assim, como não fiquei grávida do empresário? Foi só em casa, olhando meu corpo em um espelho no chão que entendi:

Ele estava fodendo meu cu.

Foi assim que eu descobri que tinha acabado de perder a virgindade. Todos aqueles meses eu fui uma putinha virgem, chupando e dando o cuzinho. Estava explicado porque ele sempre me virava de costas na hora do sexo.

***

Meio sem sentido algum minha vidinha continuou ali naquela cidadezinha minúscula a poucos kilômetros da imensa São Paulo. A escola me aborrecia infinitamente. Nada de bom para aprender lá. Tirava 10 em tudo e perturbava as professoras com perguntas que elas sabiam a resposta mas não queriam responder.

Onde vamos usar isso? Bhaskara, capitanias hereditárias, mitocôndrias? Elas se limitavam a dizer que ia cair no vestibular. Vestibular era uma prova que todo mundo queria fazer quanto terminava a escola para, pasmem: voltar para a escola. E aí depois de mais alguns anos daquele inferno sem sentindo você finalmente teria um pedaço de papel dizendo que você podia trabalhar em uma profissão e ser bem pago por ela. Esse papel podia até dizer e toda vez que as professoras entravam em greve ou eu via os pais dos meus amigos coçando a testa em uma mesa cheia de boletos eu me perguntava se aquilo era mesmo verdade. Me parecia outra estupidez. Se eu não fizesse ia trabalhar com um salário menor e se fizesse ia trabalhar com um salário maior.

Em uma cidade perto dali havia uma faculdade de música e conheci uma turma de lá. Aproveitando que meu pai estava longe me encontrava com eles para cantar chorinho. Músicos incríveis. Todos quebrados fazendo música em bar. Eu não ia fazer vestibular. Eu ia ser uma grande cantora nos grandes palcos da grande São Paulo.

Um dia meu pai apareceu de volta. Vendeu a nossa casinha e disse que íamos mudar para a cidade grande do lado. Finalmente uma boa notícia! Eu tinha algumas semanas até que ele resolvesse as coisas e estava decidida a dar um fim naquela história de escola de uma vez por todas. Procurando e conversando aqui e ali descobri que podia fazer um supletivo. Era como fazer o que me faltava de escola em poucas semanas, exatamente o que eu precisava. Fui até lá, me matriculei e fiz todas as provas. Passei e peguei meu papel idiota. Adeus!

Mas antes precisava me despedir dos meus amigos e do meu amigo favorito na escola. Esse rapazinho sofreu na minha mão. Eu queria todo dia e toda hora e não tínhamos um lugar privado para estar. Na minha casa nem pensar. Meu pai não podia nem saber que eu tinha um namorado então imagina saber que eu fazia tudo o que fazia! Na casa dele também não. Os pais eram super caretas e não nos deixavam ficar sozinhos no quarto. Isso nunca foi um problema pra mim. Sempre tive que me esconder pra bater siririca e o que se faz escondida sozinha se faz escondida com mais alguém.

Então era onde fosse possível. No parque atrás das moitas, no banheiro do bar, atrás da igreja no domingo e em um corredor escondido na escola. Combinamos de chegar mais cedo naquele dia pra curtirmos um pouco juntos com aquele tesão das 6 horas da manhã.

Era cedo demais, não tinha nenhuma farmácia aberta e não tínhamos a camisinha. O tesão subindo as paredes. Nós dois no corredor apertadinho. As mãos dele passeando no meu corpo todo e eu punhetando aquele pau enorme com vontade. Minha buceta era puro suco. Não aguentava mais, estava perdendo a lucidez, quando uma ideia maluca passou pela minha cabeça.

Será que eu aguento isso no meu cu?

O empresário tinha o pau pequeno (hoje sei que era bem pequeno mesmo) então era gostoso levar atrás. Mas e essa tromba aí? Como vai ser? O tesão foi tomando minha mente e perdi tudo quando ele ajoelhou e começou a chupar minha buceta com dois dedos dentro dela. Quando perdemos a cabeça pro tesão fazemos cada coisa!

Antes que eu perdesse a razão de vez e metesse sem camisinha virei de costas, coloquei as mãos na parede e falei: – Põe no meu cu. Vai logo antes que eu me arrependa. – Queria contar que ele meteu tudo logo, mas seria mentira. Ele travou. Ficou me olhando apavorado. Pau na mão. Vi que ele não ia tomar a iniciativa. Me ajoelhei na frente dele, dei uma mamada bem rápida e babada e voltei pra minha posição contra a parede. Dei uma cuspida na mão e passei a saliva no cuzinho. Olhei bem nos olhos dele e falei com firmeza: – mete logo no meu cu! – Ele voltou do que parecia um transe: – Ah, uhm, sim, eu vou meter…

Encostou a cabecinha e empurrou. Caralho de ideia que fui ter. A cabecinha que era menor deslizou, mas logo depois entalou. Grosso demais. Nesse ponto, minha buceta já escorria molho pelas pernas e eu sabia que não tinha volta. Ou entrava tudo ou eu brochava ali mesmo.

E eu nunca brocho.

Eu empurrava a bunda pra trás e ele empurrava o pau contra mim. Entrou mais um centímetro, mas não passava dali. Eu entrei em uma espécie de fúria. Virou uma questão de tesão e honra ele atolar aquilo em mim. Eu falava entre os dentes:
– Empurra, vai, atola caralho!
– Ai… eu não quero te machucar – ele dizia, todo se tremendo.

Comecei a rebolar. Minha buceta pulsava e juro que se ela pudesse gritar gritava! Meu cuzinho foi relaxando e ele foi ficando corajoso. Foi empurrando. Cada centímetro que entrava era uma vitória. Ele cuspia o tempo todo e depois de um tempo entrou o suficiente pra puxar pra fora e começou a movimentar. E eu em um misto de prazer e dor que é impossível descrever.

Sim, estava me arrombando. Era grosso demais e eu estava em um fogo que se fosse o dobro eu levava igual. Finalmente eu senti a virilha dele na minha bunda. Comecei a rir. Desculpe. Eu achei aquilo muito divertido. Imaginar que aquela tromba enorme tinha entrado naquele buraquinho tão pequeno e apertado me deixou extasiada. Vi que ele começou a tremer, ia gozar. Fazia uns meses que eu não tomava um leitinho no cu e fiquei animada. Empinei bem a bunda e esperei a porra que eu conquistei bravamente. Foi quando ouvimos uma voz grave, quase um trovão, ecoando no corredor:

VANESSA!

Era o diretor. Pegou a gente no ato. Eu estava em êxtase e com tanto tesão que não sei o que me deu. Segurei o meu amigo pelo braço, olhei bem nos olhos do diretor e disse: – Não tira sem gozar primeiro!

Eu não tinha ido até ali para nada. Não ia arrombar meu cuzinho apertado daquele jeito e não levar meu leitinho. O diretor gagejou alguma coisa, arregalou os olhos e travou. O amigo me olhou apavorado. Todo mundo travado, aquele pau enorme atolado no meu cu me machucando. – Fode – eu disse. O pobre começou a meter observado pelo diretor que ficou parado ali olhando. – Enche meu cu de porra logo, anda!

Eu não sei como ele conseguiu, sério mesmo. Vamos dar um prêmio para esse rapaz pelo desempenho sob pressão pois ele gozou mesmo e encheu meu cuzinho de leite como eu queria. Curti cada jato quente do jeito que eu me lembrava – apenas menos doloroso. Tirei logo aquele monstro do meu rabo, baixei a saia e ergui a calcinha bem devagar, encarando o diretor furiosa.

Passei caminhando por ele estarrecido. Deixei o amigo para trás. Andei confiante até o banheiro, sentei no vaso, porra escorrendo do meu cu e desmanchei. Tremia toda. O que eu tinha acabado de fazer? O diretor ia chamar meu pai, eu estava literalmente morta.

***

Não pude deixar de ficar pensando no diretor enquanto escrevia esse livro. Não me aguentei. Lembrei o nome da escola, liguei pra lá e perguntei quem era o diretor naquele ano. Me deram o nome. Procurei por ele nas redes sociais e encontrei só no Facebook. Deve estar idoso, claro. Entrei em contato e perguntei se ele lembrava de mim. O que se seguiu não é sexy, me perdoe, mas eu preciso te contar. Depois de uma longa conversa, ele me disse:

“Quando eu vi a força da sua atitude naquele momento eu soube que não estava falando com qualquer aluna. Fui para casa e conversei com minha esposa e ela me disse que qualquer atitude minha poderia matar uma alma que veio destinada a grandes coisas. Eu lembro do seu pai. Sabia que se ele soubesse disso poderia acabar com sua luz para sempre. Então me calei. Muitos anos depois eu te vi na televisão defendendo ideias de amor que jamais poderia imaginar. Naquele dia eu soube que fiz a coisa certa.”

Depois de mais alguma conversa deixei ele bem a vontade e, claro, a coisa descambou.

“Quando ele tirou que eu percebi que estava mesmo no cu. Isso também me deixou apavorado. Já tinha visto o pau dele no vestiário do futebol. Aquele menino era dotado demais. Sabia que o apelido dele era Aleijado? Risos”

Enfim ele admitiu que bateu algumas lembrando daquele dia, se imaginando no lugar do moleque. Está perdoado, diretor. Ninguém é de ferro. E obrigado por não ter me fodido do jeito ruim.

***

Sabendo que eu estava de mudança meu amigo me ligou no dia do meu aniversário dizendo que não podia mais me ver, que não queria se amarrar, que precisava curtir a vida e estudar para um dia pensar em relacionamento. E quem raios tinha dito alguma coisa a respeito? Cada homem que passava por mim parecia mais esquisito com essa necessidade bizarra de ter alguém loucamente apaixonado, fazendo idiotices. Mesmo assim fiquei injuriada. Uma mulher como eu não se dispensa assim. Ele havia de me pagar um dia, eu só não sabia como.

Mudei para uma casa enorme em uma cidade enorme. Minha mãe voltou com meus irmãos e voltei a cantar com meu pai. Sem a porcaria da escola para me impedir podia viajar e lutar pelo meu sonho novamente. Nossa agenda de shows era insana. Fazíamos todos os restaurantes da região com jornadas de mais de oito horas por dia. Não era incomum eu desmaiar no final e acordar em casa. Era assim que tinha que ser. Em algum momento alguém de São Paulo ia nos ver ali e tudo ia acontecer como deveria.

No meio de toda essa loucura eu ainda conseguia trabalhar na biblioteca do centro de cultura, fazia eventos para idosos e, claro, arrumei um namorado. Ele era bonito e um imbecil completo. Incapaz de falar sobre qualquer outra coisa que não fosse o carro dele, o emprego, casamento e filhos. E era dotado. Não tanto quanto o outro mas ainda assim enorme. Eu imaginava se talvez o empresário é que era realmente tão pequeno.

Com meu pouco tempo livre transamos muito no carro. Ele carregava muitas camisinhas no porta luvas e eu acabei acostumando com aquela porcaria. Conversando com as amigas que fazia ouvi muitas histórias sobre pílulas anticoncepcionais e como as mulheres ficavam gordas e esquisitas por causa daquilo. Para mim não ia servir. Dar o cuzinho era quase impossível então só me restava o leitinho na boca de vez em quando.

Nosso lugar favorito era o topo de um morro que era uma espécie de motel a céu aberto. Ali, dentro do carro, pude ver pela primeira vez na vida outro casal transando e a sensação foi surreal. Ele queria meter e eu não conseguia parar de assistir. Era uma energia tão gostosa e eu não conseguia entender minha atração. Ele ficou bem irritado, começou uma discussão sobre eu estar querendo o outro cara e fomos embora sem transar. Idiota.

Acabei conhecendo outro homem naquela semana e, claro, era dotado também. Já estava quase certa que a pessoa que pintava as gravuras da bíblia economizava tinta. Era outro bonito e idiota. Mesmas conversas, mesmos objetivos. Ele tinha uma banda e ficava me perturbando para largar meu pai e cantar com ele, o que me lembrava do empresário e me irritava muito. O sexo era bom.

O outro me ligou umas semanas depois pedindo desculpa. Chorou no telefone, disse que estava arrependido e sentia minha falta. Pediu que eu voltasse para ele. Voltar para onde, se eu nunca fui? Que mania dessas pessoas de me querer para elas. Coisa horrorosa. Combinamos e ele me levou para o morro. Transou comigo como se fosse a última vez. Foi gostoso.

Infelizmente para ele eu não estava disposta a parar de transar com o novo namorado. Então mantive os dois. Com minha agenda de shows insana era muito fácil mentir que estava cantando enquanto estava metendo. Aquilo começou a me dar um tesão maior ainda. Quanto mais eu metia com um mais queria meter com o outro.

Minha inocência tinha ficado muito para trás. Comecei a testar o quanto eles eram espertos. Chupava um, tomava todo o leitinho e depois beijava o outro. Dava o cuzinho – quando conseguia – enchia de porra e ia pro outro. Eles não percebiam. Quem não percebe a porra de outro homem na sua mulher?

Não amava nenhum dos dois. Amor era uma coisa estranha. Cresci cantando aquelas canções de dor e sofrimento e para mim parecia uma coisa feita para as pessoas consumirem como livros e filmes. A ideia de ficar com uma pessoa só, de estar completamente apaixonada e ficar fazendo idiotices por isso me passava longe. Na igreja o padre insistia nisso quando ele mesmo nem mulher tinha. Um grande engodo. Com o tempo nem o sexo deles tinha mais graça. O pau dotado me machucava e eu nem podia transar todos os dias. Continuei pela adrenalina.

O primeiro costumava me emprestar o carro dele. Eu dizia que precisava ir para outra cidade, ginecologista, coisas de menina. Passei e peguei o segundo na saída do trabalho e levei para o morro onde transava com o primeiro. Quando ele perguntou de quem era o carro, desconversei. Disse que meu pai estava testando pra comprar.

E eu precisava testar também.

Parei o carro e pulei em cima dele. As mãos dele correram meu corpo e um beijo quente se intercalava com ele arrancando minha blusa. Chupou meus seios com vontade enquanto eu esfregava minha buceta fervendo no pau dele, duro sobre as calças. Aquele dia eu queria mais. Queria que alguém visse. Eu queria ser pega. Abri a porta e puxei ele para fora do carro. Ele olhava ao redor, assustado, com medo de ter mais gente por ali.

Não quis saber. Ajoelhei e abri as calças dele. Eu amo quando abro o zíper e o pau pula duro no meu rosto. Mamei. Mamei com muito gosto e vontade. Estava extremamente excitada chupando sabendo que alguém podia estar assistindo e ainda mais que alguém podia reconhecer o carro e contar o que viu.

Eu fiquei tão empolgada que, sem perceber, estava com as bolas dele no meu queixo. Era algo fácil com o empresário e impossível com eles, engolindo o pau enorme dele inteiro, engasgando. Escorei no carro, empinei a bunda e mandei meter na buceta sem camisinha. Eu estava encharcada e gemia, louca para que alguém ouvisse. Ele estava nervoso e até meia bomba, mas eu não estava nem transando com ele mais, já estava em uma adrenalina só minha. Foi fantástico. Eu não sabia o que tinha em mim e gozei várias vezes gritando gostoso.

Mandei ele tirar antes de gozar. Fiz ele melar minha bunda toda e me sentei nua no banco do motorista. Queria deixar uma marca. Queria que um sentisse o cheiro da porra do outro e é claro que eu não podia chifrar só um deles com tanto estilo. Fiquei por dias pensando no que fazer e tive uma ideia quase suicida.

O primeiro foi me buscar em casa. O banco do carro dele ainda cheirava a porra, eu podia sentir, o que me deixou encharcada. Ele disse que queria ir pra um motel. Eu disse que queria algo mais ousado. Fiz ele dar umas voltas pela cidade como se fosse aleatório. Entramos em uma certa rua e eu indiquei uma árvore grande.

– Pare ali – comandei.

Era final da tarde, quase escurecendo. Ele parou o carro e eu já abri o zíper da calça dele. – Aqui não, alguém vai ver! – ele estava apavorado e eu ignorei o medo dele. Puxei pra fora aquele pauzão e caí de boca. Ele olhava pra fora o tempo todo tentando curtir meu boquete molhado enquanto as pessoas passavam pela rua. Mamei e lambi. Dava cuspidas nele e mamava de novo. Ele segurava meus cabelos pra baixo para que ninguém visse.

Assim como o outro ele não conseguiu ficar com o pau completamente duro. Não estava nem aí. Ergui a cabeça e dei um beijão na boca dele. Olhei pela janela para ver a casa do segundo bem na nossa frente. Eu sabia que ele estava em casa. Montei no colo dele, puxei a calcinha pro lado e sentei no pau meia bomba. Ele ainda tentou me empurrar morrendo de medo. Sentei e atolei tudo na minha buceta.

Eu estava escorrendo litros de suco. Tesão puro. Enquanto o pau dele entumescia dentro de mim, sem camisinha, eu olhava para a porta da casa do outro esperando que ele aparecesse. – Me avisa quando for gozar, quero que mele minhas coxas. – Eu estava em êxtase total. A cada sentada que eu dava eu esperava que a porta abrisse.

Eu queria ser pega.

Ele começou a gemer alto e se perdeu no meu suco. – Eu vou gozar! – Ergui a bunda o suficiente para que ele melasse minha buceta e minhas coxas. Sentei de volta no banco do carona. Eu amei a sensação, mas estava um pouco frustrada. Abri a porta do carro. Ele me segurou pelo braço perguntando onde eu ia. Enrolei, falei que ia ver uma vovozinha que morava ali perto – uma desculpa bem esfarrapada pra deixar a pulga atrás da orelha mesmo. Ele fez que acreditou, eu sorri e dei um beijo bem quente e apaixonado.

Desci do carro e fui caminhando devagar. Ele se foi. Voltei até a casa do segundo. Bati na porta. Ele ficou feliz com a surpresa. Disse que só estava de passagem por ali e só queria dar um beijo. Dei um beijo ainda mais quente e apaixonado. Enquanto beijava ele eu passava minha mão na porra do outro nas minhas coxas e depois passava a mão no rosto dele. Eu tremia nos braços dele, aquela energia que eu sentia era a coisa mais incrível que eu já tinha experimentado, ia muito além de tudo o que eu pudesse imaginar. Fui pra casa e me masturbei até não poder mais.

Aquilo foi bom. Eu só tinha a impressão de que podia ser muito mais. Meu tesão nos dois acabou completamente.

***

Uma semana depois minha tia faleceu. Entramos no carro e voltamos para o sul para ver a família. Na hora de voltar do enterro passamos na nossa antiga casa na colônia e nossa mudança estava de volta lá. Não podia ser. Não era possível. Meus pais armaram para mim.

Meu sonho estava arruinado.

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